sábado, 9 de janeiro de 2021

MOTOBOY: GUERREIRO DO ASFALTO NA PANDEMIA

O consumidor deve colaborar para que a entrega seja concluída de forma mais rápida e segura para todas as partes

A pandemia do Covid-19 teve início no Brasil em 26.02.2020 com a primeira confirmação de infecção feita em São Paulo. Em função do risco do rápido alastramento, logo em seguida foram adotadas as medidas de distanciamento social e a prevenção de aglomerações humanas por exemplo com fechamento do comércio, escolas e outros estabelecimentos decretadas no Estado de SP a partir de 16.03.2020 e de 17.03.2020 no RJ, bem como em outras localidades do País.
Com o fechamento do comércio durante o período de confinamento, a venda e compra de bens passou a ser quase totalmente na forma digital. Somente poucos estabelecimentos como supermercados e o pequeno varejo de alimentos mantiveram as portas abertas na fase mais dura do isolamento social. 

Vídeo recebido no whattsapp autor desconhecido

Expansão do comércio online (eletrônico) e do delivery (entrega em domicílio)
Durante o período de isolamento social, o comércio eletrônico, que já vinha em alta há anos, cresceu em progressão geométrica no País. Com a flexibilização da quarentena e a reabertura com restrições do comércio, as vendas online continuaram em crescimento, com grande expansão da entrega em domicílio (delivery). O delivery que já  crescia solidamente na fase pré-pandemia ganhou um grande impulso em função do receio das pessoas de sair do confinamento e se expor ao contato social, principalmente para o pedido de comidas prontas.
Esse processo foi facilitado pela oferta de vários aplicativos como o IFood, Rappi, Loggi e Uber Eats, para entrega via diversas formas como bikes, patinetes, a pé, mas principalmente por meio das motos.  Ou seja, as ruas semi vazias passaram a ser tomadas pela ida e vinda frenéticas dos icônicos motoboys, que passaram a ser os verdadeiros guerreiros do asfalto. 

Relacionamento tenso entre motoboys e motoristas e pedestres
Há longo tempo se tornou rotineiro o relacionamento tenso entre motoboys e os motoristas, aqueles queixando que os motoristas não respeitam os motoboys, considerando-se principalmente a fragilidade das motos frente aos carros em acidentes que são comuns no caótico trânsito brasileiro. Mas os motoristas e os pedestres também se queixam dos motoboys por não respeitar devidamente as normas de trânsito, principalmente por transitar em alta velocidade fazendo muitas vezes zigue zagues entre os carros, aumentando o risco não somente de colisões com carros mas de atropelamentos de pedestres. 

Relacionamento entre motoboys e consumidores em delivery
São comuns diversas queixas dos consumidores sobre a prestação de serviços de entrega pelos motoboys e até em aplicação de eventuais golpes e fraudes contra clientes. De um lado, obviamente a prestação do serviço de delivery deve ser melhorada continuamente tanto pelo comércio ofertante de bens e serviços bem como pelos entregadores, com destaque aos polêmicos motoboys. 

O consumidor deve facilitar o trabalho do entregador
Mas, por outro lado, os consumidores devem colaborar e facilitar ao máximo a boa prestação do serviço de delivery, principalmente no caso de entrega de comidas prontas, que são altamente perecíveis e preferencialmente devem ser entregues quentes ou recém-preparadas.
De forma geral, o consumidor deve cooperar para que o serviço de entrega seja concluído de forma mais rápida e segura, o que é bom para todas as partes envolvidas, pois sempre tem que se ter em mente que o entregador enfrenta o trânsito, normalmente difícil, percorrendo muitas vezes locais inseguros ou de difícil acesso, condições que pioram à noite ou em caso de chuva ou de mau tempo. Para tanto, algumas atitudes simples seriam importantes pelo cliente, tais como:
• preferencialmente, acompanhar por aplicativo o deslocamento do entregador;
• deixar o celular ao alcance, caso o entregador queira fazer o contato para a confirmação ou chamamento, para evitar chamada do cliente pelo uso de voz alta, de palmas de mão ou de buzina;
• agilizar o recebimento e o pagamento, tendo em mão a chave da casa, a carteira ao alcance com o cartão ou o dinheiro pronto, este se possível trocado;
• facilitar o acesso ao local de entrega, avisando se possível o porteiro, ou no caso de casa, afastando por exemplo o cachorro, ou qualquer objeto ou obstáculo que possa dificultar a entrega;
• no caso de prédio sem elevador, preferencialmente descer ao térreo para agilizar o recebimento da encomenda;
• caso queira dar um referencial de localização, o que é importante em casas ou prédios com numeração de difícil visualização, indicar um de rápida identificação como uma loja, prédio, construção ou objeto que se destaca facilmente, e não por exemplo uma goiabeira dentro do quintal; 
• não reclamar do entregador, caso não tenha um motivo realmente fundamentado para isso; e
• essas providências são mais importantes em locais com restrições de acesso como condomínio fechado ou prédio sem porteiro ou sem elevador. 
Por fim, não custa agradecer ao entregador dizendo-lhe um sincero “muito obrigado”, ou em casos ou circunstâncias especiais, dando uma gorjeta de forma totalmente voluntária ou agradecida. 
Shoji 
  

sábado, 2 de janeiro de 2021

RIO DE JANEIRO SOB DOMÍNIO DO CRIME ORGANIZADO

 O crime organizado está se infiltrando no Estado

O editorial do jornal O Estado de SP, de 13.12.2020, pg. A-3, sob o título “Estado do crime” expressa  um gravíssimo alerta ao estado do RJ, mas que se pode estender a outras áreas do território brasileiro. Segundo o citado editorial, o fenômeno da máfia pode ser sintetizado em uma fórmula: “a polícia dos criminosos”. Transitando entre sociedades desservidas pelo Estado e organizações criminosas, as máfias vendem proteção às populações desassistidas e arbitragem às citadas organizações criminosas. Nessa posição privilegiada, os mafiosos expandem seu poder cooptando negócios legítimos para encobertar atividades criminosas e lavar seu dinheiro, ao mesmo tempo que se valem do mercado negro para vender serviços às populações marginalizadas. Assim, as milícias no RJ acabam se tornando não apenas a “polícia dos criminosos”, mas os “criminosos da polícia”.   

Narcotráfico: milícias do Rio expandem negócios e entram no mercado da cocaína

9 de dez. de 2020

Jornal da Record

Mapa do crime organizado no RJ

Segundo levantamento da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade de SP (USP), divulgado pela mídia em 19.10.2020, sobre o mapa do crime organizado no RJ, as milícias e o narcotráfico estão presentes em 96 dos 163 bairros da cidade do RJ, sendo 41 pelas milícias e 55 pelo narcotráfico. Nas áreas sob influência do crime organizado, vivem cerca de 3,76 milhões de pessoas, representando 55,7% do total de 6,75 milhões do município de RJ, sendo 2,1 milhões em áreas influenciadas pelas milícias e 1,5 milhões pelo narcotráfico. Essas cifras impressionantes mostram que o Estado paralelo dominado pelo crime organizado já é uma realidade em vasta parte do RJ, o que está ocorrendo também em outras regiões do País. 

Avanço das milícias no vácuo deixado pelo poder público

As milícias formam-se originalmente como “antagonistas do tráfico”. Mas uma vez consolidado o mercado de “proteção”, elas se expandem rapidamente em 2 sentidos: (i) a diversificação das atividades econômicas e (ii) infiltração em instâncias do poder público. Por um lado, os milicianos passam a cobiçar os negócios do narcotráfico e, por outro lado, os traficantes assimilam as estratégias das milícias. Há registro de atuação das milícias em serviços de transporte coletivo, gás, eletricidade, provedor de internet, agiotagem, cestas básicas, grilagem de terras, loteamento de terrenos, construção e revenda irregular de habitação, contratação de assassinatos, tráfico de drogas e armas, contrabando e roubo de cargas, receptação de mercadorias e revenda de produtos de diversos tipos. 

Além disso, o vínculo original das milícias com elites política e econômica locais se desdobra rápida e perigosamente para se infiltrar em instâncias do Estado. Na polícia, há indícios de indicações para cargos de comando, nomeação para chefia de batalhões, definição de focos prioritários de operações policiais e desenhos abrangentes de abordagem. 

Além das forças policiais, as milícias estão se infiltrando nos poderes executivo e legislativo. Segundo a Polícia Federal, há riscos ao processo eleitoral em pelo menos 18 estados federativos, em especial  aqueles com altos índices de violência, serviços públicos precários e corrupção policial. Assim, no RJ, é crescente o estreitamento de relações entre milicianos com o poder púbico. 

Em contraste com o crime organizado tradicional, as milícias transitam com muito mais liberdade entre a legalidade e a ilegalidade, entre o submundo, a sociedade civil e o poder público, diversificando e expandindo seus negócios com mais rapidez. A venalidade das milícias ultrapassou a dimensão da segurança pública e ameaça perverter o tecido civil e o próprio Estado. 

Incapacidade do atual aparato policial para repressão ao crime organizado

A rapidez e a diversidade  das formas da expansão do crime organizado exigem uma resposta igualmente rápida e diversificada. Além de uma atualização da legislação, é preciso extrapolar os meios convencionais de combate ao crime e investir em grupos especializados, novas táticas de inteligência e investigações. 

Os criminosos individualmente ou as quadrilhas em conjunto agem cada vez mais de forma organizada, em diversas localidades e em várias unidades federativas, em locais onde se sentem mais seguros de não sofrer a ação repressora do aparato policial. Com isso se torna cada vez mais difícil e menos eficaz a atual forma de atuação da força policial para a repressão aos crimes, não somente no RJ mas em várias partes do território nacional. No caso do RJ, as polícias estaduais civil e militar mostram-se praticamente incapazes para reprimir o crime organizado no território fluminense. 

O atual sistema policial no País não atinge os desejados níveis de eficiência e eficácia para a repressão à criminalidade.  Ao contrário, o sistema de segurança pública é totalmente anacrônico para o combate ao crime que, ao contrário, age cada vez mais de forma ampla, racional e principalmente com uso de meios e instrumentos tecnológicos cada vez mais avançados e sofisticados.

O sistema policial brasileiro mostra uma estrutura fragmentada nas 3 esferas federativas (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Legislativa, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Estadual e as Guardas Municipais), com estruturas e algumas funções superpostas, ao mesmo tempo que se deixam diversos vácuos ou zonas cinzentas, quanto à real jurisdição em termos da modalidade criminosa e a localização espacial onde o crime é praticado. Ademais, a coordenação de ações ocorre de forma fragilizada e esporádica, não permitindo, assim, a ação eficaz contra a criminalidade.   

Por essa razão, fracassou redondamente a intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro adotada entre fevereiro/2018 até o fim de 2018, conforme o Decreto nº 9.288, de 06.02.2018, como medida emergencial para ao menos aliviar a gravíssima situação da segurança pública naquele Estado.

Necessidade de atuação integrada das forças policiais, preferencialmente na forma de  polícia nacional única

Para o combate ao crime organizado e à criminalidade de forma geral, cada vez mais é evidente a necessidade de uma estrutura de segurança pública com ações unificadas e coordenadas a nível local e nacional para qualquer modalidade de crime cometido em território nacional.

Certamente as dificuldades serão enormes, inclusive pela resistência política das atuais corporações e principalmente dos estados federativos, que podem achar que perderão poder, mas isso na realidade não ocorrerá, pois os estados continuarão tendo papel preponderante na definição das diretrizes e na priorização das ações por meio dos órgãos de coordenação. 

Mas uma coisa é certa, com o inevitável processo de globalização e da rápida evolução tecnológica, não há mais condições para o aparato policial brasileiro continuar atuando de forma segmentada e fragmentada, sem coordenação efetiva a nível nacional e até internacional, e sem contar com sistema de informações ampla, moderna e em tempo real, com o uso maciço de instrumentos tecnológicos de ponta.  

Shoji


sábado, 19 de dezembro de 2020

HINOMARU - BANDEIRA DA RECONCILIAÇÃO

 A devolução de bandeira de ex-soldado expressa o sentimento de reconciliação entre familiares que mal se conheciam até então

Yosegaki Hinomaru, que em japonês significa bandeira da boa sorte, representava um tradicional presente que o soldado japonês recebia quando era convocado para as campanhas militares do então Império do Japão, principalmente durante a II Guerra Mundial. Yosegaki significa coleção de mensagens, e hinomaru, círculo em torno do sol, de modo que yosegaki hinomaru significa coleção de mensagens em torno do sol. Na bandeira nacional recebida, os familiares e amigos escreviam mensagens curtas expressando ao soldado desejos como de vitória, segurança ou simplesmente boa sorte.  

Nos campos de batalha no Pacífico, com a gradual derrota das forças japonesas perante as norte-americanas, as bandeiras da boa sorte frequentemente caíam nas mãos dos soldados americanos, muitas das quais foram guardadas como lembranças ou  souvenirs. Mas muitos dos ex-soldados americanos por alguma razão desenvolveram o sentimento de um dia devolver essas bandeiras ou outros objetos capturados aos familiares dos soldados japoneses mortos.

a) OBON SOCIETY: Give Peace a Chance

3 de jul. de 2020

OBON SOCIETY

b) US Vet Returns Japan Flag to Soldier's Family

15 de ago. de 2017

Associated Press

Obon Society e o retorno das bandeiras hinomaru aos familiares

A Obon Society de Oregon é uma organização humanitária fundada pelo casal Rex e Keiko Ziak, dedicada a prover oportunidade de reconciliação entre famílias envolvidas em guerras no passado mediante retorno de objetos pessoais capturados e guardados durante as operações de guerra. Entre esses objetos pessoais destacavam-se fotos, documentos, diários, espadas, mas principalmente os célebres Yosegaki Hinomaru.  

A fundação da Obon Society foi motivada pela própria experiência pessoal da Keiko, que em 2007 teve a bandeira hinomaru carregada pelo seu avô, considerado desaparecido em Birmânia, retornada à sua família. Na época a bandeira estava em mãos de um colecionador no Canadá, a qual foi trazida a Tokyo e deixada na recepção de um hotel, o qual após 1 ano de procura, conseguir localizar e devolver à sua família. Ao receber a bandeira, a mãe da Keiko expressou o sentimento de que finalmente o espírito do seu pai, por intermédio da bandeira, tinha retornado ao seu lar. 

Em 2015, 70 anos após o fim da II Guerra Mundial, o trabalho da Obon Society foi reconhecido pelo governo japonês como um importante instrumento de reconciliação e entendimento mútuos e de amizade entre os EUA e o Japão. Assim, em agosto de 2017, tinham retornado 108 bandeiras e mais de 295 estavam em processo ou em tentativa de devolução. 

O retorno da bandeira por Marvin Strombo à família Yasue em 2017

Entre as devoluções exitosas, destaca-se a história do veterano soldado americano do US Marine Marvin Strombo.  Em agosto de 2017, aos 93 anos, ele se tornou o primeiro veterano americano da guerra a devolver pessoalmente uma bandeira Yosegaki Hinomaru  à uma família japonesa, no caso aos 3 irmãos de Sadao Yasue, oficial japonês morto em 1944 na Batalha de Saipan.   Assim, 73 anos depois, finalmente a bandeira voltou ao seio da família Yasue, em uma cerimônia emocionante na vila de Higashi-Ishirakawa no Japão, em que se manifestou um verdadeiro sentimento de reconciliação entre os familiares que mal se conheciam até então.

Esse ato simples mas altamente simbólico parece indicar como as guerras, em último caso, são desencadeadas por líderes de governos, as quais acabam provocando verdadeiras tragédias humanas, muitas vezes, sem que as pessoas envolvidas tenham plena consciência das reais razões para o desencadeamento de conflitos armados nessas proporções entre países, povos e civilizações.  É um verdadeiro apelo emocionante para que a guerra seja evitada até o último recurso.

Shoji



sábado, 12 de dezembro de 2020

LEYLA HUSSEIN PRIMEIRA NEGRA REITORA DA UNIVERSIDADE ST ANDREWS

 Leyla Hussein destaca-se no combate à mutilação genital feminina que ela mesma sofreu aos 7 anos

Desde 02.11.2020, Leyla Hussein é a primeira mulher negra a ocupar o cargo de reitora da St. Andrew University, a mais antiga universidade da Escócia. Leyla, psicoterapeuta e professora, nasceu em Mogadíscio, capital da Somália, com passagem pela Arábia Saudita antes de a família emigrar para a Europa, foi eleita pelo voto direto de alunos e funcionários da instituição para um mandato de 3 anos à frente da mais importante universidade escocesa e a 3ª mais do Reino Unido, atrás apenas de Oxford e Cambridge.

Ref.:) FGM Survivor: Leyla Hussein's Story

6 de fev. de 2018

Global Citizen

Leyla é cidadã britânica e em 2019 foi nomeada membro da Ordem do Império Britânico (OBE) pela Rainha Elizabeth II por sua luta contra a mutilação genital feminina (MGF), sendo reconhecida internacionalmente pela dedicação para a eliminação dessa prática deprimente que ainda afeta parte da população feminina de vários países especialmente sob influência islâmica na África e Ásia.

Luta contra a mutilação genital feminina

A mutilação genital feminina (MGF) é a remoção ritualista de parte ou de todos os órgãos sexuais externos femininos, executada por um circuncisador tradicional com a utilização de uma lâmina de corte, com ou sem anestesia.  A prática tem raízes nas desigualdades de gênero, em tentativas de controlar a sexualidade da mulher e em ideias sobre pureza, modéstia e estética, sendo motivada por suposta questão de honra e por receio de que a não realização dessa intervenção possam expor as mulheres  à exclusão social. Além de expor essas meninas e mulheres a sofrimento e constrangimento injustificados, não são conhecidos quaisquer benefícios médicos dessa prática. 

Leyla Hussein é fundadora do Projeto Dahlia, pioneiro no Reino Unido no acolhimento e assistência médica e psicológica a mulheres e crianças vítimas de algum tipo de MGF e da organização Filhas de Eva (Daughters of Eve), que recebe informações a respeito de jovens e mulheres que estejam vivendo algum tipo de opressão por causa da mutilação genital. Ela mesma passou por essa prática quando tinha 7 anos de idade na Somália. De acordo com o Projeto Dhalia, mais de 210 milhões de mulheres vivem, hoje, mutiladas por essa prática, meio milhão delas só na Europa. A cada ano, ainda cerca de 3 milhões de meninas passam por esses procedimentos invasivos e traumáticos, que causam hemorragias, ataques cardíacos, disfunções sexuais e traumas psicológicos profundos. 

Esforço mundial pela eliminação da MGF

Desde a década de 1970 esforços internacionais têm sido feitos para abolir a mutilação genital feminina, no sentido de restringir ou tornar ilegal em grande parte dos países onde ainda é comum, mas ainda são grandes as dificuldades em fazer cumprir a lei.  Em 2012, a Assembleia Geral das Nações Unidas reconheceu a mutilação genital feminina como violação de direitos humanos e votou de forma unânime pela intensificação dos esforços pela sua efetiva abolição.

Shoji