A demolição do Hotel Torre marca o fim da sua história e o início de um
novo ciclo
A calma manhã de domingo
ensolarado no dia 25.01.2026 no Eixo Monumental no coração da capital federal,
Brasília, foi bruscamente perturbada às 10h por um estrondo associado à
implosão de um antigo hotel de luxo, o Torre Palace, o que marcou o fim da
história que começou em 1973, quando foi inaugurado.
Ref.: Torre Palace, um dos prédios icônicos da
hotelaria nacional, é demolida no DF | IndoMoney News InfoMoney 25
jan 2026
Trajetória do Hotel Torre
Palace
O hotel foi construído pelo
empresário libanês Jibran El-Hadj com 14 andares, 140 apartamentos, e hospedou
autoridades, celebridades, diplomatas e empresários nacionais e internacionais durante
décadas, além de abrigar restaurantes muito apreciados.
Ao morrer em 2000 o empresário
deixou um patrimônio de R$ 200 milhões em valores da época. A falta de
entendimento entre seus herdeiros na partilha de bens resultou em disputa
judicial o que levou à decadência gradativa do hotel culminando com o seu fechamento
em 2013. Abandonado, o hotel ficou à mercê do tempo e dos moradores sem teto e
dos usuários de drogas, resultando em total degradação da edificação. A
deterioração do Torre Palace contrastava com a vizinhança abastada, em local
privilegiado no Eixo Monumental com vistas a cartões postais de Brasília como a
Esplanada dos Ministérios, o Congresso Nacional e as chafarizes da Torre de TV.
A invasão ilegal e o conflito entre seus ocupantes levou à operação de
desocupação pelo governo do DF com uso da necessária força coercitiva em 2016.
Início de um novo ciclo
Em 2020, o hotel foi levado a
leilão mas sem sucesso e a sua venda só foi concretizada em 2025. Após 12 anos
de abandono e riscos em sua estrutura, finalmente o Torre Palace foi implodido
com o uso de 165 kg de explosivos colocados no térreo e nos 1º 2º 3º e 7º
andares e sua queda levou menos de 10 segundos e foi acompanhada com entusiasmo
por uma multidão de todas as idades. Nessas horas há sensação de que o antigo e
decrépito dará lugar a um novo com melhores perspectivas, ou seja, a renovação
do ciclo de vida.
Considerando-se tratar de uma
área muito valorizada, no local será edificado novo hotelmais moderno e adequado aos novos tempos.
Chuvas torrenciais inéditas fecham o notório parque Kruger em
janeiro/2026
O Parque Nacional
Kruger é a maior área
protegida de fauna selvagem da África
do Sul, cobrindo cerca de 20 000 km2, com a extensão
de cerca de 350 km de norte a sul e 60 km de leste a oeste, localizado
no nordeste do país, nas províncias de Mpumalanga e Limpopo, fazendo fronteira com Moçambique e
o Zimbabwe.
rEF.: Kruger Floods 2026: The first few days The
Bush Telegraph 18 jan 2026
@WildTanzaniaAndKenya 18 jan 2026 TRT Afrika
Notoriedade do Parque Kruger
O parque Kruger, criado em 1926
com o nome em homenagem ao presidente sul africano que criou a reserva de caça
Sabie em 1898, tornou-se uma das mais notórias reservas naturais do mundo pela elevada densidade de animais selvagens, incluindo
os "Big 5": leões, leopardos, rinocerontes, elefantes e búfalos. Além
disso, centenas de outros mamíferos fazem dele a sua casa, tais como várias
espécies de aves, como os abutres, as águias e as cegonhas, cercadas de amplas montanhas,
planícies arborizadas e as florestas tropicais. Esse verdadeiro paraíso da vida
selvagem é visitado por cerca de 2 milhões de turistas anualmente sendo que 14%
deles se hospedam nas diversas instalações do parque.
Fechamento
temporário do Parque Kruger em jan/26
Entretanto, a rotina do Parque Kruger
foi afetada seriamente com o seu fechamento aos turistas a partir de
15.01.2026, após semanas de chuvas torrenciais que se iniciaram em dezembro/25 terem
provocado cheias mortais nas províncias de Limpopo e Mpumalanga, com transbordo
de rios, destruição de estradas e pontes e alagamento de extensas áreas. Os
animais também tiveram sua rotina afetada mas sem mortes por serem adaptáveis e
por conseguir deslocar-se rapidamente para terrenos mais elevados.
Agravamento dos efeitos do
aquecimento global
Tudo indica que a catástrofe que
atingiu o Parque Kruger no fim de 2025 e início de 2026 faz parte dos efeitos
associados às mudanças climáticas e aquecimento global com maior incidência de
fenômenos como secas severas, ondas de calor, chuvas torrenciais e consequente
enchentes catastróficas, tornados, incêndios florestais, aceleração do
derretimento das geleiras, elevação do nível do mar e provável submersão de
vários pequenos países insulares no futuro. É mais um sinal de que todos nós
devemos agir mais rápida e efetivamente para salvar o nosso Planeta.
Autoridades japonesas autorizam uso de armas letais nas cidades para
deter o avanço dos ursos em busca de alimentos
Os ursos em busca de alimentos estão
cada vez mais presentes nas cidades japonesas, sejam nas estações de trem,
templos, ruas, calçadas, lojas e até em pista de aeroporto, aumentando os
incidentes com os seres humanos. Por conta disso, em 2025, pelo menos 11
pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas. Os ataques a humanos atingiram
um patamar inédito, levando o governo a emitir alertas, fazer treinamento de
prevenção em caso de avistamento de ursos, reforços de segurança e até
mobilizar as forças de autodefesa (exército). O aumento substancial de
incidentes indica um desequilíbrio ecológico, pois o nº de ursos praticamente
dobrou no país em 30 anos, chegando a cerca de 45.000 ursos negros, que podem
pesar até 130 kg., localizados mais ao norte da ilha de Honshu, e a 12.000 ursos
pardos, estes de maior porte que podem chegar a até 400 kg, situados na ilha de
Hokaido. Os incidentes com os ursos pardos são menos frequentes por viverem
principalmente em áreas protegidas na ilha de Hokaido e por serem onívoros que
se alimentam também de javalis, cabras e veados o que ajuda a manter essas
populações sob controle. Embora os ursos só reajam com violência quando se
sentem ameaçados a sua proximidade representa alto risco ao ser humano pela
força e velocidade de deslocamento daqueles animais.
Ref.: Ursos invadem áreas urbanas
no Japão e geram medo na população Domingo
Espetacular set 2025
Fatores que levam os ursos a
deixar o seu habitat natural
Segundo o
Ministério do Meio Ambiente do Japão, o aumento das incursões dos ursos nas
cidades está ligado a fatores como:
·Desmatamento e redução das áreas de floresta
nativa, que diminui o acesso a alimentos naturais com o as bolotas (fruto do
carvalho) as prediletas do urso;
·Envelhecimento da população rural, que reduz a presença
de humanos em áreas rurais remotas;
·Crescente despovoamento de áreas agrícolas, que
atraem os animais em busca das árvores frutíferas abandonadas;
·Com a escassez de frutos silvestres e o declínio
populacional no interior, ursos têm se aproximado de centros urbanos em busca
de alimento.
Autorização do uso de armas
letais para deter o avanço dos ursos
Em função da crescente
aproximação dos ursos nas áreas urbanas, as autoridades japonesas em jul/2025 autorizaram
os caçadores a usar as armas de fogo caso não seja viável o uso de outros meios
como armadilhas para deter o perigo desses animais, desde que que sejam
adotadas providências como: aprovação do uso de armas letais por governos
municipais; controle de tráfego; evacuação dos moradores locais e existência de uma superfície sólida por trás do urso para
deter as balas, de modo a garantir a segurança da população ao redor.
A difícil tarefa de conviver
melhor com os ursos
Os conservacionistas têm resistido
ao uso de armas letais como meio de deter o avanço dos ursos em áreas urbanas
em busca de alimentos. Para isso tem se feito apelos no sentido de desestimular
os ursos a fazer incursões pelas cidades como por exemplo pelo uso de meios
pacíficos para afastar a aproximação dos ursos pelo uso de alarmes e instrumentos
preventivos e idealmente pela melhoria do habitat natural dos ursos mediante recomposição
das florestas nativas. Mas essa última tarefa tem se mostrado difícil e com
efeitos somente a médio e longo prazos.
Lago Urmia reproduz o desastre ocorrido no Mar de Aral
O Mar de Aral, situado na Ásia Central, entre o Cazaquistão
e o Uzbequistão, era até 1960, o quarto maior lago do mundo, com 68.000 km2.
Hoje, entretanto, sua área está reduzida a menos de 10%, e acabou ganhando
notoriedade como sendo o triste retrato de uma das maiores catástrofes
ambientais do Mundo, fruto basicamente da ação humana imprevidente e
desastrada.
Processo de encolhimento do Mar de Aral
A morte trágica do Mar de Aral
começou basicamente ao fim da 1ª Guerra Mundial quando o então governo
comunista soviético começou a desviar parte das águas dos rios que alimentavam
o mar de Aral para aumentar a produção de alimentos. Na
década de 1930 e 40, os soviéticos reforçaram o plano de transformar a região
em uma grande produtora de algodão com a construção
dos canais de irrigação que captavam água dos afluentes do mar de Aral,processo esse que se acentuou mais ainda a partir dos
anos 1960.
Efeitos
ambientais e econômicos desastrosos no Mar do Aral
A quantidade de água retirada dos
rios que abasteciam o mar de Aral duplicou entre 1960 e 2000, assim como a
produção de algodão. Nesse período, o Uzbequistão tornou-se
o 3º maior exportador de algodão do mundo, porém a um custo muito alto. Por
efeito da redução do volume de água, a salinidade do
lago quase quintuplicou e matou a maior parte de sua fauna e flora naturais. A outrora
próspera indústria pesqueira foi praticamente destruída, assim como as cidades
ao longo das margens, gerando desemprego e dificuldades econômicas, o que é
muito visível pela abundância de esqueletos de navios e instalações portuárias
abandonadas.
Além da redução drástica da área
do Mar, as suas águas também ficaram fortemente poluídas,
como resultado de testes com armamentos e projetos industriais, e o uso maciço
de pesticidas e fertilizantes.
As pessoas passaram a sofrer com a falta de água doce e as culturas na região
foram prejudicadas pelo sal depositado sobre a terra. Além disso, o vento passou a dispersar
o sal a partir do solo seco e poluído, causando danos à saúde pública.
Lago Urmia no Irã reproduz o
desastre no Mar do Aral
O Lago Urmia, nome que em aramaico
significa cidade da água, é um dos principais lagos salgados do Irã, que chegou a
ser o maior lago do Oriente Médio e o 6º maior lago endorreico do Mundo, ou
seja, entre os lagos que não tem conexão com o mar. Situa-se na parte noroeste
do país, perto das fronteiras com o Iraque, Turquia, Azerbaijão e Armênia, com área de 5.200 km², comprimento e largura máximos
de 140 km e 55 km, mas acabou sofrendo um processo de degradação ambiental e
econômica bastante semelhante ao do Mar de Aral.
A partir dos meados de 1990
começou a secar e, ao final de 2017, o lago havia encolhido para 10% de seu
tamanho original devido a fatores como secas
prolongadas e persistentes no Irã, mais recentemente agravadas com o processo
de aquecimento global, mas principalmente pela má gestão da água, com a
construção indiscriminada de barragens para irrigação que reduziram o fluxo de
água doce para o lago e ao bombeamento de água
subterrânea da área circundante.
Má gestão da água pelo regime
islâmico
A má gestão acentuou-se após
a revolução islâmicade
1979, com a queda da monarquia do xá Reza Pahlavi, quando no bojo da política
de alcançar a autossuficiência alimentar foi induzida a produção de alimentos
básicos mediante a implantação descontrolada de sistemas de irrigação em todos
os afluentes do Lago Urmia.
Apesar de esforços do governo iraniano
para reverter sua quase completa secagem,inclusive com o desvio de leitos de água para o lago, imagens recentes
em 2025 mostram o lago com cores avermelhadas por microalgas devido à
alta salinidade, em processo de recuperação do espelho d'água, mas ainda bastante
abaixo do tamanho original, enfrentando desafios contínuos de seca e uso da
água.
Situação atual degradante e difícil
processo de recuperação
Hoje o lago é dominado por grandes
áreas de leito seco, com enorme volume de sal, que causam tempestades de poeira
salgada, afetando a saúde respiratória e ocular da população local. Toda a
infraestrutura instalada na época áurea do lago como espaço econômico e
turístico relevantes, com resorts e embarcações que antes eram populares agora
estão encalhados e enferrujados no deserto de sal, como testemunho da
degradação sofrida no passado recente. Há esperança entre os habitantes locais,
com a água retornando a áreas antes secas, mas a restauração completa é um
processo demorado e complexo, em função de décadas de política insustentável que
o Lago Urmia sofreu.
Lições a serem tiradas dos desastres do Mar
de Aral e do Lago Urmia
A grande lição a ser tirada desses 2 desastres ambientais
é que a exploração de recursos naturais deve ser feita de maneira parcimoniosa
e cuidadosa,observando e
respeitandoos seus limites e as leis
científicas que regem a existência eo
funcionamento deste planeta chamado Terra.