sábado, 8 de agosto de 2026

IA POUPA ANIMAIS EM LABORATÓRIO

 Perspectiva de reduzir testes em animais por uso de inteligência artificial

Uma nova ferramenta de inteligência artificial foi criada na Alemanha que pode reduzir significativamente o número de animais utilizados na pesquisa pré-clínica de medicamentos. Pesquisadores da Universidade Goethe Frankfurt e da Universidade Philipps de Marburg, em colaboração com o Instituto Fraunhofer de Medicina Translacional e Farmacologia (ITMP), desenvolveram um sistema de IA generativa chamado genESOM , projetado para diminuir o uso de animais não humanos nos testes iniciais de medicamentos, cujo estudo foi publicado na revista Pharmacological Research.


Ref.: Cosméticos e perfumes: governo proíbe uso de animais em testes Jornalismo RIT TV HD jul 2023


A ferramenta é treinada em conjuntos de dados experimentais relativamente pequenos e  gera pontos de dados sintéticos adicionais que refletem resultados de laboratório reais de forma suficientemente próxima para serem usados ​​no lugar de muitos experimentos com animais vivos, podendo essa abordagem reduzir o número de animais utilizados ao testar novos princípios ativos em 30 a 50%.

GeneSOM foi concebido dentro de um contexto mais amplo de crescente crítica científica e ética à experimentação com animais, bem como se tais testes efetivamente se traduzem em resultados com humanos. Ou seja, os reguladores e o setor farmacêutico estão cada vez mais interessados ​​em métodos alternativos de teste, não apenas para poupar animais, mas também para enfrentar as altas taxas de resistência em ensaios clínicos que tornam o desenvolvimento de medicamentos mais lento e caro. Órgãos governamentais em vários países estão começando a apoiar essa mudança, e na Alemanha, o centro federal BfR3R, que coordena o desenvolvimento de alternativas aos testes com animais, está promovendo estratégias de substituições e redução em toda a pesquisa pré-clínica. Nesse escopo, o GenESOM pode fazer uma contribuição importante para reduzir o número de experimentos com animais em grandes áreas da pesquisa pré-clínica de medicamentos.

 

No Brasil o teste com animais é vedado para cosméticos mas não para medicamentos

No Brasil, a Lei 15.183/25 proíbe testes em animais para produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes, mas ainda é permitido o uso de animais em pesquisas de medicamentos na indústria farmacêutica. Mais de 45 países já aderiram à proibição de testes em animais para cosméticos, mas ainda persiste o grande desafio de estender a mesma vedação às pesquisas farmacêuticas.

No desenvolvimento de medicamentos, novas substâncias ativas ainda são testadas em animais, de modo que os pesquisadores convivem com um dilema ético: ao mesmo tempo em que buscam reduzir o número de animais utilizados, também precisam garantir amostras suficientes para produzir resultados confiáveis e representativos na verificação da eficácia e segurança de novos medicamentos.

Shoji

sábado, 25 de julho de 2026

FUTEBOL NA TRÉGUA DE GUERRA EM 1914

Partidas de futebol em meio da guerra em breves momentos no Natal de 1914

A Copa do Mundo de Futebol 2026 nos EUA, México e Canadá, encerrada em 19.07.2026, com partida entre Espanha e Argentina, mostrou inequivocamente que o futebol de longe é o esporte mais popular do Mundo. Esse evento foi disputado pela 1ª vez por 48 países em 104 jogos com público total de 6.810.996 espectadores com média de 65.490 por jogo, além da audiência de bilhões de pessoas por diversos canais de comunicação mas ainda principalmente por tv ao redor do mundo.

Ao longo dos anos, o futebol é movido por interesses não somente esportivos, mas por diversos outros, inclusive negociais e financeiros, mas principalmente por paixões desenfreadas com conflitos dentro e fora de campo. Embora tenha causas antecedentes, uma partida de futebol em 14.07.1969 desencadeou a chamada Guerra do Futebol entre Honduras e El Salvador pelas Eliminatórias da Copa de 1970.

 

Ref.: Trégua de Futebol na Primeira Guerra Mundial: Quando o Esporte Uniu Inimigos Fora de Jogo jul 2024



A inesquecível breve trégua do futebol nas trincheiras da guerra em 1914


Mas o futebol foi meio de celebração de inusitada trégua de guerra entre trincheiras inimigas na França em 1914 no início da 1ª Guerra Mundial, como relatado em linguajar cômico no livro Futebol Lado B de Ariel Palácios (Globo Livros 2026 pg. 146).

Em 1914, parte extensa da França estava dividida por trincheiras de britânicos, franceses e alemães. Tiros, arames, mortes e muito sofrimento marcavam as vidas dos inimigos, a maioria jovens que matavam e morriam pelas suas nações. Os inimigos ficavam muito próximos, muitas vezes com uma distância menor que 100 metros entre as trincheiras.

A confraternização entre inimigos era categoricamente proibida, mas no Natal de 1914, cansados das agruras da guerra os soldados subitamente resolveram ignorar as ordens, deixaram a luta para trás e decidiram celebrar a data. Tudo começou quando os alemães começaram a cantar "Noite Feliz", canção natalina com versão em diversos idiomas, e os britânicos responderam da mesma forma. Em um breve momento de paz no meio da guerra, os combatentes em Frelinghien, na França, largaram as armas para a disputa de partidas de futebol para comemorar o Natal, tendo um dos jogos contado até com uma taça de cerveja dos alemães como prêmio, e isso teria ocorrido não apenas em Frelinghien, mas em diversos outros pontos do conflito. Nesse breve momento, os soldados de governos inimigos conversaram, xingaram oficiais, trocaram presentes e jogaram bola, mas essas atitudes de paz foram encerradas logo que esses rumores chegaram aos chefes militares e as lutas foram reiniciadas.

 

O esporte não é apenas meio de entretenimento mas de bem estar para todos

Mesmo por esse breve momento, a celebração de trégua por meio do futebol e até hoje relembrada como célebre evento de entendimento humano mútuo em meio a um ambiente hostil. Da mesma forma dos Jogos Olímpicos modernos que foram criados a partir de 1896, o futebol como todas as modalidades esportivas devem contribuir para o melhor entendimento entre pessoas, povos e países.  

Shoji

sábado, 16 de maio de 2026

COZINHAR PROTEGE O CÉREBRO

 Cozinhar reduz demência em 30%  

Um estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Ciência de Tokyo, no Japão, publicado na revista científica Journal of Epidemiology & Community Health, constata que preparar uma refeição caseira pelo menos uma vez por semana está associado a uma redução de 30% no risco de demência entre pessoas idosas. O trabalho, analisou dados de 10.978 participantes acima de 65 anos do Estudo Japonês de Avaliação Gerontológica, tendo a saúde cognitiva dos voluntários sido acompanhada por 6 anos, até 2022. Os idosos responderam questionários sobre a frequência com que cozinhavam refeições do zero em casa, variando de nunca a mais de 5 vezes por semana. Além disso, relataram sua competência culinária, avaliada em 7 habilidades que vão da capacidade de descascar frutas e legumes até a de preparar ensopados.

 

Ref.: Cozinhar em casa pode reduzir risco de demência em idosos, diz estudo Jornalismo TV Cultura 14.04.2026

Atividade de cozinhar reduz incidência da demência entre os idosos

Os pesquisadores relacionaram esses dados a informações sobre diagnósticos de demência provenientes do sistema público de seguros do Japão, que registra comprometimentos cognitivos com impacto funcional e necessidade de cuidados.

Ao todo, 1.195 pessoas desenvolveram demência. Ao analisar todas essas informações, os cientistas constataram que uma maior frequência de cozinhar em casa estava ligada a um risco menor da doença durante o período.

Preparar uma refeição pelo menos uma vez por semana foi associado a um risco 23% menor de demência em homens e 27% menor em mulheres, em comparação com cozinhar menos de uma vez por semana. Entre idosos que relatavam poucas habilidades culinárias, essa redução foi ainda maior, de 67% no risco de demência.

Enfim, o estudo constata os benefícios da ação de cozinhar que é uma habilidade que envolve vários processos cognitivos, motores e sensoriais, como o planejamento do cardápio, a escolha dos ingredientes e o preparo em si, que ativam diversas áreas do cérebro, com a atividade física principalmente em coordenação com o movimento das mãos e dedos.

Os achados foram observados mesmo após considerar outros fatores que poderiam influenciar o risco, como estilo de vida, renda familiar e anos de escolaridade. Além disso, o efeito foi isolado do de outras atividades benéficas para o cérebro, como artesanato, voluntariado e jardinagem.

 A conexão social ajuda a preservar a saúde do cérebro

Susan Kohlhaas, diretora executiva de pesquisa da Alzheimer’s Research UK, pondera que o trabalho tem limitações, pois o estudo é do tipo observacional, ou seja, analisa duas variáveis numa população, neste caso o hábito de cozinhar e o diagnóstico de demência, e busca uma relação entre eles. Ainda que possam encontrar associações importantes, trabalhos do tipo não conseguem atestar que se trata de uma relação de causa e efeito.

Mesmo assim, a diretora da Alzheimer’s Research UK concorda que os resultados estão alinhados ao que se sabe hoje sobre o impacto de realizar atividades que estimulam o cérebro no risco de demência, ou seja, há boas evidências de que manter-se ativo, alimentar-se bem e permanecer socialmente conectado pode ajudar a preservar a saúde do cérebro.

Shoji

sábado, 11 de abril de 2026

MAUS-TRATOS E MORTE DO CÃO ORELHA COMOVEM O PAÍS

 A morte do cão Orelha desencadeia protestos para elevar o rigor a maus-tratos a animais

Na primeira 2ª feira de 2026, em 05 de janeiro, o cão comunitário conhecido por Orelha, cuidado há 10 anos por moradores do entorno da Praia Brava, bairro de alto padrão de Florianópolis, foi encontrado embaixo de um carro, agonizando, vítima de uma brutal agressão gratuita e injustificada, perpetrada por 4 adolescentes. Frente à gravidade dos ferimentos, não foi possível salvar a sua vida, sendo necessária a realização da eutanásia por um médico veterinário.

 

Ref.: Protestos pedem por justiça pela morte de cão Orelha | Bora Brasil Band Jornalismo 06 fev 2026

Revolta e pedido de medidas mais rigorosas contra maus-tratos a animais

A repercussão pela agressão ao cão ganhou reação popular meteórica ao longo dos dias. Celebridades, ativistas, políticos e cidadãos comuns se uniram em uma campanha pedindo punição, indignação justa que se entrelaçou à exposição virtual dos nomes e fotos dos 4 adolescentes suspeitos do crime. O episódio desencadeou uma onda de protestos nas redes sociais bem como a manifestações nas ruas não somente em Florianópolis mas também em várias cidades do País, pedindo maior rigor na prevenção e penalização por maus-tratos a animais.

A comoção nacional com a morte brutal do cão comunitário Orelha motivou a assinatura do Decreto federal nº 12.877, de 12.03.2026, que alterou o Decreto nº 6.514/2008, para aumentar as multas administrativas contra agressão a animais, que foram elevadas de R$ 500 a R$3.000 para R$ 1.500,00 a R$ 50.000,00, podendo chegar a R$ 1 milhão em caso de agravantes. Mas há demanda por medidas adicionais para prevenir a incidência desses maus-tratos.

 Temos que respeitar os animais de estimação como nossos melhores amigos

O animal de estimação ama seu dono incondicionalmente e fica feliz só de estar ao seu lado seja nos momentos felizes, como também nos mais difíceis, ou seja, pela sua natureza intrínseca, o animal de estimação não só gosta de fazer companhia ao seu dono, mas é fiel, e por toda a vida.

Assim, o maior sentido em cuidar de um pet é que ele faz companhia ao seu dono em qualquer circunstância ou local, independentemente da sua condição econômica ou financeira, ou seja, o animal de estimação sempre fica ao lado do seu dono, se este der o mínimo de atenção e carinho.  Por isso, vemos comovidamente cachorros acompanhando docilmente seu dono, mesmo que este seja morador de rua, mal trajado e puxando um carrinho cheio de tralhas.

Shoji