Chuvas torrenciais inéditas fecham o notório parque Kruger em
janeiro/2026
O Parque Nacional
Kruger é a maior área
protegida de fauna selvagem da África
do Sul, cobrindo cerca de 20 000 km2, com a extensão
de cerca de 350 km de norte a sul e 60 km de leste a oeste, localizado
no nordeste do país, nas províncias de Mpumalanga e Limpopo, fazendo fronteira com Moçambique e
o Zimbabwe.
rEF.: Kruger Floods 2026: The first few days The
Bush Telegraph 18 jan 2026
@WildTanzaniaAndKenya 18 jan 2026 TRT Afrika
Notoriedade do Parque Kruger
O parque Kruger, criado em 1926
com o nome em homenagem ao presidente sul africano que criou a reserva de caça
Sabie em 1898, tornou-se uma das mais notórias reservas naturais do mundo pela elevada densidade de animais selvagens, incluindo
os "Big 5": leões, leopardos, rinocerontes, elefantes e búfalos. Além
disso, centenas de outros mamíferos fazem dele a sua casa, tais como várias
espécies de aves, como os abutres, as águias e as cegonhas, cercadas de amplas montanhas,
planícies arborizadas e as florestas tropicais. Esse verdadeiro paraíso da vida
selvagem é visitado por cerca de 2 milhões de turistas anualmente sendo que 14%
deles se hospedam nas diversas instalações do parque.
Fechamento
temporário do Parque Kruger em jan/26
Entretanto, a rotina do Parque Kruger
foi afetada seriamente com o seu fechamento aos turistas a partir de
15.01.2026, após semanas de chuvas torrenciais que se iniciaram em dezembro/25 terem
provocado cheias mortais nas províncias de Limpopo e Mpumalanga, com transbordo
de rios, destruição de estradas e pontes e alagamento de extensas áreas. Os
animais também tiveram sua rotina afetada mas sem mortes por serem adaptáveis e
por conseguir deslocar-se rapidamente para terrenos mais elevados.
Agravamento dos efeitos do
aquecimento global
Tudo indica que a catástrofe que
atingiu o Parque Kruger no fim de 2025 e início de 2026 faz parte dos efeitos
associados às mudanças climáticas e aquecimento global com maior incidência de
fenômenos como secas severas, ondas de calor, chuvas torrenciais e consequente
enchentes catastróficas, tornados, incêndios florestais, aceleração do
derretimento das geleiras, elevação do nível do mar e provável submersão de
vários pequenos países insulares no futuro. É mais um sinal de que todos nós
devemos agir mais rápida e efetivamente para salvar o nosso Planeta.
Autoridades japonesas autorizam uso de armas letais nas cidades para
deter o avanço dos ursos em busca de alimentos
Os ursos em busca de alimentos estão
cada vez mais presentes nas cidades japonesas, sejam nas estações de trem,
templos, ruas, calçadas, lojas e até em pista de aeroporto, aumentando os
incidentes com os seres humanos. Por conta disso, em 2025, pelo menos 11
pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas. Os ataques a humanos atingiram
um patamar inédito, levando o governo a emitir alertas, fazer treinamento de
prevenção em caso de avistamento de ursos, reforços de segurança e até
mobilizar as forças de autodefesa (exército). O aumento substancial de
incidentes indica um desequilíbrio ecológico, pois o nº de ursos praticamente
dobrou no país em 30 anos, chegando a cerca de 45.000 ursos negros, que podem
pesar até 130 kg., localizados mais ao norte da ilha de Honshu, e a 12.000 ursos
pardos, estes de maior porte que podem chegar a até 400 kg, situados na ilha de
Hokaido. Os incidentes com os ursos pardos são menos frequentes por viverem
principalmente em áreas protegidas na ilha de Hokaido e por serem onívoros que
se alimentam também de javalis, cabras e veados o que ajuda a manter essas
populações sob controle. Embora os ursos só reajam com violência quando se
sentem ameaçados a sua proximidade representa alto risco ao ser humano pela
força e velocidade de deslocamento daqueles animais.
Ref.: Ursos invadem áreas urbanas
no Japão e geram medo na população Domingo
Espetacular set 2025
Fatores que levam os ursos a
deixar o seu habitat natural
Segundo o
Ministério do Meio Ambiente do Japão, o aumento das incursões dos ursos nas
cidades está ligado a fatores como:
·Desmatamento e redução das áreas de floresta
nativa, que diminui o acesso a alimentos naturais com o as bolotas (fruto do
carvalho) as prediletas do urso;
·Envelhecimento da população rural, que reduz a presença
de humanos em áreas rurais remotas;
·Crescente despovoamento de áreas agrícolas, que
atraem os animais em busca das árvores frutíferas abandonadas;
·Com a escassez de frutos silvestres e o declínio
populacional no interior, ursos têm se aproximado de centros urbanos em busca
de alimento.
Autorização do uso de armas
letais para deter o avanço dos ursos
Em função da crescente
aproximação dos ursos nas áreas urbanas, as autoridades japonesas em jul/2025 autorizaram
os caçadores a usar as armas de fogo caso não seja viável o uso de outros meios
como armadilhas para deter o perigo desses animais, desde que que sejam
adotadas providências como: aprovação do uso de armas letais por governos
municipais; controle de tráfego; evacuação dos moradores locais e existência de uma superfície sólida por trás do urso para
deter as balas, de modo a garantir a segurança da população ao redor.
A difícil tarefa de conviver
melhor com os ursos
Os conservacionistas têm resistido
ao uso de armas letais como meio de deter o avanço dos ursos em áreas urbanas
em busca de alimentos. Para isso tem se feito apelos no sentido de desestimular
os ursos a fazer incursões pelas cidades como por exemplo pelo uso de meios
pacíficos para afastar a aproximação dos ursos pelo uso de alarmes e instrumentos
preventivos e idealmente pela melhoria do habitat natural dos ursos mediante recomposição
das florestas nativas. Mas essa última tarefa tem se mostrado difícil e com
efeitos somente a médio e longo prazos.
Lago Urmia reproduz o desastre ocorrido no Mar de Aral
O Mar de Aral, situado na Ásia Central, entre o Cazaquistão
e o Uzbequistão, era até 1960, o quarto maior lago do mundo, com 68.000 km2.
Hoje, entretanto, sua área está reduzida a menos de 10%, e acabou ganhando
notoriedade como sendo o triste retrato de uma das maiores catástrofes
ambientais do Mundo, fruto basicamente da ação humana imprevidente e
desastrada.
Processo de encolhimento do Mar de Aral
A morte trágica do Mar de Aral
começou basicamente ao fim da 1ª Guerra Mundial quando o então governo
comunista soviético começou a desviar parte das águas dos rios que alimentavam
o mar de Aral para aumentar a produção de alimentos. Na
década de 1930 e 40, os soviéticos reforçaram o plano de transformar a região
em uma grande produtora de algodão com a construção
dos canais de irrigação que captavam água dos afluentes do mar de Aral,processo esse que se acentuou mais ainda a partir dos
anos 1960.
Efeitos
ambientais e econômicos desastrosos no Mar do Aral
A quantidade de água retirada dos
rios que abasteciam o mar de Aral duplicou entre 1960 e 2000, assim como a
produção de algodão. Nesse período, o Uzbequistão tornou-se
o 3º maior exportador de algodão do mundo, porém a um custo muito alto. Por
efeito da redução do volume de água, a salinidade do
lago quase quintuplicou e matou a maior parte de sua fauna e flora naturais. A outrora
próspera indústria pesqueira foi praticamente destruída, assim como as cidades
ao longo das margens, gerando desemprego e dificuldades econômicas, o que é
muito visível pela abundância de esqueletos de navios e instalações portuárias
abandonadas.
Além da redução drástica da área
do Mar, as suas águas também ficaram fortemente poluídas,
como resultado de testes com armamentos e projetos industriais, e o uso maciço
de pesticidas e fertilizantes.
As pessoas passaram a sofrer com a falta de água doce e as culturas na região
foram prejudicadas pelo sal depositado sobre a terra. Além disso, o vento passou a dispersar
o sal a partir do solo seco e poluído, causando danos à saúde pública.
Lago Urmia no Irã reproduz o
desastre no Mar do Aral
O Lago Urmia, nome que em aramaico
significa cidade da água, é um dos principais lagos salgados do Irã, que chegou a
ser o maior lago do Oriente Médio e o 6º maior lago endorreico do Mundo, ou
seja, entre os lagos que não tem conexão com o mar. Situa-se na parte noroeste
do país, perto das fronteiras com o Iraque, Turquia, Azerbaijão e Armênia, com área de 5.200 km², comprimento e largura máximos
de 140 km e 55 km, mas acabou sofrendo um processo de degradação ambiental e
econômica bastante semelhante ao do Mar de Aral.
A partir dos meados de 1990
começou a secar e, ao final de 2017, o lago havia encolhido para 10% de seu
tamanho original devido a fatores como secas
prolongadas e persistentes no Irã, mais recentemente agravadas com o processo
de aquecimento global, mas principalmente pela má gestão da água, com a
construção indiscriminada de barragens para irrigação que reduziram o fluxo de
água doce para o lago e ao bombeamento de água
subterrânea da área circundante.
Má gestão da água pelo regime
islâmico
A má gestão acentuou-se após
a revolução islâmicade
1979, com a queda da monarquia do xá Reza Pahlavi, quando no bojo da política
de alcançar a autossuficiência alimentar foi induzida a produção de alimentos
básicos mediante a implantação descontrolada de sistemas de irrigação em todos
os afluentes do Lago Urmia.
Apesar de esforços do governo iraniano
para reverter sua quase completa secagem,inclusive com o desvio de leitos de água para o lago, imagens recentes
em 2025 mostram o lago com cores avermelhadas por microalgas devido à
alta salinidade, em processo de recuperação do espelho d'água, mas ainda bastante
abaixo do tamanho original, enfrentando desafios contínuos de seca e uso da
água.
Situação atual degradante e difícil
processo de recuperação
Hoje o lago é dominado por grandes
áreas de leito seco, com enorme volume de sal, que causam tempestades de poeira
salgada, afetando a saúde respiratória e ocular da população local. Toda a
infraestrutura instalada na época áurea do lago como espaço econômico e
turístico relevantes, com resorts e embarcações que antes eram populares agora
estão encalhados e enferrujados no deserto de sal, como testemunho da
degradação sofrida no passado recente. Há esperança entre os habitantes locais,
com a água retornando a áreas antes secas, mas a restauração completa é um
processo demorado e complexo, em função de décadas de política insustentável que
o Lago Urmia sofreu.
Lições a serem tiradas dos desastres do Mar
de Aral e do Lago Urmia
A grande lição a ser tirada desses 2 desastres ambientais
é que a exploração de recursos naturais deve ser feita de maneira parcimoniosa
e cuidadosa,observando e
respeitandoos seus limites e as leis
científicas que regem a existência eo
funcionamento deste planeta chamado Terra.
A PEC 38/2025 da Reforma Administrativa prevê a contenção dos
supersalários mas será aprovada e quando?
É notório que o sistema
judiciário brasileiro é moroso, burocrático, complexo, pouco acessível à
população, ou seja, tem baixa efetividade mas com elevado custo à sociedade.
Segundo levantamento feito pela STN, do Ministério da Fazenda, divulgado em
24.01.2024, as despesas do sistema judiciário brasileiro incluindo os
ministérios públicos alcançaram em 2022 1,6% do PIB, o mais elevado entre os 56
países analisados, muito acima da média mundial de 0,37% em 2021, de 0,5% dos
países em desenvolvimento e de 0,3% daqueles mais avançados. A maior parte das
despesas é concentrada em salários e benefícios e pouco em melhorias e
investimentos para tornar a justiça mais rápida, eficiente e menos onerosa.
Ref.: Brasil dos Privilégios: os
supersalários de juízes e promotores no país UOL Prime
mar 2025
Penduricalhos elevam a
remuneração acima do teto constitucional
A elite do serviço público
constituído pelos juízes, procuradores e promotores ultrapassam o teto
remuneratório constitucional do funcionalismo público, atualmente de R$ 46.366,19 mensais nos termos da
Constituição Federal art.37, XI, correspondente ao salário do ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF), mediante o recebimento de diversos auxílios,
gratificações, verbas, ajudas de custo, que podem chegar ao total de 32, muitos
dos quais não estão sujeitos ao limite do teto e nem à cobrança do Imposto de Renda
(IR).
Gastos substanciais com a
elite do serviço público
Esse descalabro da elite do
serviço público ao País é demonstrado cabalmente pelo estudo do Centro de
Liderança Pública com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD
Contínua), de 2022, do IBGE, conforme artigo do Jornal ESP (“Estadão”), de
17.07.2023, pg. B1, segundo o qual a casta dos servidores públicos que ganha
acima do teto do funcionalismo (de R$ 44.008,52 mensais em 2024), custa R$ 3,9
bilhões aos governos federal, estaduais e municipais, sendo R$ 2,54 bilhões aos
Estados, R$ 900 milhões a União e R$ 440 milhões aos municípios. Em 2022, 25,3
mil faziam parte desse grupo seleto, representando 0,23% dos servidores
estatutários.
Privilégios escancarados no
livro do Bruno Carazza
Esse abuso da elite do serviço
público perante a sociedade é dissecado por Bruno Carazza, servidor público
licenciado, em seu excelente livro “O país dos privilégios”, vol.1, da Cia das
Letras, de 2024. Esse autor descreve detalhadamente como a elite do serviço
público exerce seu poder e de articulações jurídicas e administrativas para
criar privilégios inacessíveis a outras carreiras do funcionalismo e muito
menos ao cidadão comum. Com isso, por exemplo, segundo o levantamento divulgado
pelo STJ, em 2023, 93% dos juízes, desembargadores e ministros dos tribunais
superiores tiveram rendimento mensal superior ao teto constitucional.
Os gastos com supersalários só
aumentam
Segundo estudo do Movimento
Pessoas à Frente e República.org divulgado em novembro/2025, pouco mais de 53
mil servidores ativos e inativos no país recebem acima do teto constitucional, de
R$ 46.366,19 mensais, representando 0,06% dos servidores, e está concentrada em
poucas carreiras, principalmente no Judiciário e no Ministério Público. Os gastos com pessoal pela União e Estados
acima do teto constitucional totalizaram R$ 20 bilhões entre agosto/2024 e junho/2025,
sendo que entre os 53 mil servidores, 21 mil fazem parte da magistratura, como
juízes e desembargadores estaduais, com gasto de R$ 11,5 bilhões. Nos Ministérios Públicos, 10,3 mil
integrantes ganharam acima do teto, somando R$ 3,2 bilhões. Embora sejam
predominantes no Judiciário e no Ministério Público, os supersalários ocorrem
em outros Poderes, como os 12 mil no Executivo Federal e 1.000 na Câmara dos
Deputados.
A diferença em relação à maioria
absoluta do funcionalismo público é abismal, pois de acordo com a RAIS (Relação
Anual de Informações Sociais), metade dos servidores públicos do Brasil, cerca
de 6,2 milhões de pessoas, recebe até R$ 3.391 mensais.
Como o teto constitucional é
vilipendiado
O principal motor dos
supersalários são as chamadas verbas indenizatórias, como auxílio-moradia,
auxílio-saúde, auxílio-livro, gratificações de substituição, por plantões e por
diversos outros motivos. Essas verbas foram criadas para reembolsar
despesas específicas, mas passaram a funcionar como uma espécie de segunda folha
salarial. Como esses valores são classificados como “não remuneratórios”, eles
não são considerados no teto constitucional configurando uma prática desonesta
e totalmente imoral. Sem controle externo e auditoria independente,
transformaram-se em instrumentos de recomposição remuneratória fora de qualquer
controle legal.
O mecanismo de criação e aumento
de verbas não remuneratórias se disseminou pela combinação de fatores como
normatizações internas de tribunais e órgãos autônomos e decisões judiciais que
consolidaram benefícios provisórios, além de uma dinâmica de competição
corporativa em que cada carreira busca reproduzir vantagens concedidas a outras,
configurando a “isonomia por cima”.
Proposta da PEC da Reforma
Administrativa tenta acabar com os supersalários
A PEC 38/2025 da reforma
administrativa propõe um conjunto de mudanças para alterar regras que organizam
o funcionamento da administração pública, entre as quais destacam-se aquelas
tendentes a acabar com os privilégios absurdos do serviço público, tais como:
·Fim de férias superiores a 30 dias por ano e de
adicional superior a 1/3 da remuneração do período de férias, considerando-se
que hoje juízes e promotores do Ministério Público têm direito a 60 dias;
·Progressão na carreira com efetiva gestão de
desempenho, que não se paute apenas no tempo de serviço;
·Verbas indenizatórias devem ter natureza
reparatória, além de serem episódicas, eventuais e transitórias e respeitem ao teto
orçamentário;
·Vedação da chamada “isonomia por cima” entre
Ministério Público e magistratura; e
fim da aposentadoria compulsória como
punição para magistrados e membros do Ministério Público, substituindo-a
pela perda do cargo ou demissão em casos de faltas graves, para acabar
com a prática segundo a qual o servidor punido pode ser afastado, mas continua
recebendo a aposentadoria com proventos integrais.