sábado, 20 de abril de 2024

A RESERVA AÇUNGUI É EXEMPLO DE PRESERVAÇÃO E REFLORESTAMENTO NA MATA ATLÂNTICA PARANAENSE

 A preservação de 726 alqueires na Mata Atlântica sustenta 230 nascentes do Rio Açungui na Grande Curitiba

Na 21ª Conferência do Clima da ONU (COP21), realizada em Paris em novembro e dezembro/2015, com o principal objetivo de cooptar o esforço mundial de 195 nações para conter o aquecimento do planeta em até 2º C até o fim deste século, em relação aos níveis pré-industriais, e assim evitar as mudanças climáticas catastróficas para a Terra, entre os 5 principais compromissos brasileiros ofertados, destaca-se o de recuperar 12 milhões de hectares de florestas, equivalente a 120 mil km2 (área da Inglaterra) até 2030, o qual foi considerado um dos mais ambiciosos apresentados pelos países signatários da Convenção sobre Mudanças Climáticas. 

Em função da amplitude da meta e da dificuldade de se alcançar tal objetivo, há necessidade da contribuição de diversas iniciativas direcionadas não somente à preservação como de restauração florestal no País.,

 

Exemplo de preservação: reflorestamento feito fez surgir 200 nascentes Grupo RIC abr 2021

Benefícios ambientais da preservação florestal perto de Curitiba

A somente 50 km da grande metrópole de Curitiba, o empresário Carlo Alberto Ferreira desempenha desde 2000 um exemplar trabalho de preservação e também de reflorestamento na Mata Atlântica que hoje no Brasil remanesce somente 8% da área original e no Paraná de somente 3%.

 Reserva Açungui preserva nascentes que abastecem Curitiba

O esforço de reflorestamento com espécies nativas, principalmente de araucária, foi feito em cerca de 118 hectares atingindo com isso o total de 726 alqueires de área preservada, que oferece diversos benefícios ambientais, como o desenvolvimento da vida animal e da vegetação nativa, entre as quais se destaca diversas plantas medicinais. Outra grande dádiva é a preservação de 230 nascentes, que alimentam o Rio Açungui e este por sua vez contribui para o abastecimento da Grande Curitiba. Além disso, a reserva do empresário Carlos Alberto faz parte do projeto de criação do caminho da Escarpa Devoniana que poderá chegar a 300 km e poderá incrementar o turismo ecológico na região com o oferecimento de diversos atrativos e serviços aos visitantes.


Shoji

 

sábado, 13 de abril de 2024

ONG AMIGOS DO BEM

 A notável iniciativa da Alcione Albanesi para transformar o sertão nordestino

A ONG Amigos do Bem, fundada por Alcione Albanesi em 1993, trabalha para transformar vidas no sertão nordestino, a região mais carente do Brasil. Todos os meses, mais de 150 mil pessoas que vivem em 300 povoados em situação de extrema pobreza são atendidas com projetos de educação, trabalho e renda, saúde, fornecimento de água e moradia. O Amigos do Bem é hoje considerado um dos maiores projetos sociais do País, tendo criado o Modelo de Desenvolvimento Social Sustentável (MDSS) e diversas iniciativas baseado no modelo de autossuficiência, contando com a atuação de quase 11 mil voluntários ativos.

 

a) Amigos do Bem: instituição é eleita a melhor ONG do ano Band Jornalismo abr 2021

b) Escola dos Amigos do Bem está entre as melhores do Brasil no resultado do IDEB | Amigos do Bem abr 2023

A abrangência da ação do Amigos do Bem

Embora a ONG Amigos do Bem ainda dependa de doações, ela gera receitas a partir de negócios sociais, como as 15 unidades produtivas do MDSS que sustentam quase 2 mil empregos no sertão nordestino, entre plantações de caju, fábrica de beneficiamento de castanha de caju, oficinas de costura e artesanato e fábrica de mel e doces. Essa forma de atuação cria um ciclo virtuoso em que uma unidade produtiva gera renda para as famílias e lucro o qual é destinado para manter 4 centros de transformação em Buíque e Inajá (PE), Mauriti (CE) e São José da Tapera (AL), cada um com 3 mil m2 de área construída, 25 salas de aula, refeitório, auditório e quadras poliesportivas, onde são atendidas 10 mil crianças e jovens, com 100 veículos para transporte de alunos e  são servidas 1,8 milhão de refeições por ano.

Além disso mensalmente são atendidas 150 mil pessoas em situação de vulnerabilidade em 300 povoados, mediante consultas, exames e procedimentos feitos por médicos voluntários, consultas e procedimentos odontológicos por dentistas voluntários, além de construção de cisternas e perfuração de poços artesianos e construção de moradias.

Adicionalmente, voluntários em SP atuam no recebimento de doações de roupas, calçados e brinquedos, os quais são selecionados, recuperados e embalados como cestas básicas para entrega às pessoas carentes.

 

Gestão empresarial do Amigos do Bem

Além da enorme área de abrangência e do significativo impacto sócio-econômico causado, a ONG Amigos do Bem caracteriza-se como uma organização social que atua sob gestão empresarial, com vistas a melhor superar os complexos desafios peculiares à uma grande organização.

 

Frutos da iniciativa da Alcione Albanesi

As dimensões alcançadas atualmente pelo Amigos do Bem é fruto do inconformismo manifestado pela empresária paulistana Alcione Albanesi no início dos anos 90 frente à extrema pobreza vigente no Nordeste, que decidiu dedicar ao projeto social a sua grande vocação empresarial demonstrada desde a sua infância e juventude. Em 1992, em visita aos EUA encontrou em uma loja uma lâmpada fluorescente de origem chinesa sendo vendida a um preço muito abaixo do que no Brasil, o que a motivou a importar esses produtos da China para revenda no Brasil. Em 1993, aos 25 anos, fundou a FLC Lâmpadas. No mesmo ano, ao ver notícias sobre a miséria no semiárido nordestino e depois de ter arrecadado roupas e alimentos para ser distribuído no Nordeste durante o Natal, criou a ONG Amigos do Bem. Em 2014, inaugurou uma fábrica de lâmpadas LED no Brasil mas nesse mesmo ano resolveu vender a empresa FLC e passou a  dedicar exclusivamente ao Amigos do Bem, que se tornaria o maior projeto social do País.

Shoji

sábado, 6 de abril de 2024

FECHAMENTO DE ESTAÇÕES DE ESQUI

 A escassez de neve é decorrente do aquecimento global

A cada ano as populares e sofisticadas temporadas nas tradicionais estações de esqui estão se tornando cada vez mais difíceis ou raras principalmente no hemisfério norte particularmente nas regiões alpinas da Europa. Isso decorre da falta de neve que tem levado ao fechamento parcial ou temporário de algumas estações de esqui, e, em alguns casos extremos, a fechamento definitivo desses resorts. As regiões alpinas alcançam porções da França até Eslovênia, passando por Suiça, Itália, Alemanha e Áustria, chegando mesmo aos Cárpatos na Polônia, Chéquia e Eslováquia.

 

a) Alpes com falta de neve Euronews em Português abr 2023

b) Inverno histórico faz Europa temer futuro sem neve DW Brasil abr 2023

Fechamento de resorts de esqui

Por exemplo, em setembro/2023 a prefeitura de La Sambuy, perto do mítico Mont Blanc nos Alpes franceses, decretou o fim das atividades esportivas e lazer nos meses de frio pela inviabilidade econômica de mantê-las abertas em função da escassez de visitantes. Em 2022, Saint-Firmin, outro pequeno destino de esqui alpino, já tinha optado por remover o seu teleférico em função da falta de neve ter reduzido a temporada de inverno de meses para poucas semanas.

 Impacto do aquecimento global na escassez da neve

A escassez crescente de neve está intimamente associada ao aquecimento global, que levou o ano de 2023 a ter se tornado o mais quente da história.  Com isso, de acordo com o relatório da revista científica Nature Climate Change, 53% dos 2.234 resorts de esqui pesquisados na Europa provavelmente enfrentarão um risco muito elevado de suprimento de neve caso a temperatura atinja a marca de 2º c acima dos níveis pré-industriais, fato que levaria à necessidade ao uso em algum grau da neve artificial.

 Neve artificial causa prejuízo ambiental

Em torno de 60% das estações já recorrem à neve artificial mas fazer esse insumo não somente é caro mas é um processo que demanda muita água e energia. Outro ponto controverso é que a fabricação da neve artificial exige aditivos químicos ou biológicos para melhoria da sua qualidade e rendimento, no sentido de retardar o seu derretimento. Mas a água tratada quimicamente pode causar danos à biodiversidade e à vegetação e o derretimento lento, por sua vez, pode prejudicar o ciclo de crescimento das plantas.

Shoji

sábado, 30 de março de 2024

JUDICIÁRIO BRASILEIRO ONEROSO E INEFICIENTE

 O abuso dos superpenduricalhos pode ser eliminado pela aprovação do PLS 6726/2021 no Senado

É notório que o sistema judiciário brasileiro é moroso, burocrático, complexo, pouco acessível à população, ou seja, tem baixa efetividade mas com elevado custo à sociedade. Segundo levantamento feito pela STN, do Ministério da Fazenda, divulgado em 24.01.2024, as despesas do sistema judiciário brasileiro incluindo os ministérios públicos alcançaram em 2022 1,6% do PIB, o mais elevado entre os 56 países analisados, muito acima da média mundial de 0,37% em 2021, de 0,5% dos países em desenvolvimento e de 0,3% daqueles mais avançados. A maior parte das despesas é concentrada em salários e benefícios e pouco em melhorias e investimentos para tornar a justiça mais rápida, eficiente e menos onerosa.

 

Supersalários custam quase R$ 4 bi ao ano | Jornal da Band Band Jornalismo ago 2023

Penduricalhos elevam a remuneração acima do teto constitucional

A elite do serviço público constituído pelos juízes, procuradores e promotores ultrapassam o teto remuneratório constitucional do funcionalismo público, atualmente  de R$ 44.008,52 mensais nos termos da Constituição Federal art.37, XI, correspondente ao salário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), mediante o recebimento de diversos auxílios, gratificações, verbas, ajudas de custo, que podem chegar ao total de 32, muitos dos quais não estão sujeitos ao limite do teto e nem à cobrança do Imposto de Renda (IR). Entre os auxílios destacam-se:  moradia, alimentação, transporte, plano de saúde, adoção, creche, cursos, educação, doença, funeral, mudança, natalidade, livros e informática, etc., que em 2015 elevavam a média de rendimentos totais de juízes e desembargadores nos Estados (quando o teto remuneratório era de R$ 33.763), a R$ 41.802 mensais, correspondendo a 23 vezes o rendimento médio do trabalhador no Brasil. E esse quadro pouco se alterou ao contrário agravando-se de modo geral.

 Gastos substanciais com a elite do serviço público

Esse descalabro da elite do serviço público ao País é demonstrado cabalmente pelo estudo do Centro de Liderança Pública com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), de 2022, do IBGE, conforme artigo do Jornal ESP (“Estadão”), de 17.07.2023, pg. B1, segundo o qual a casta dos servidores públicos que ganha acima do teto do funcionalismo (de R$ 44.008,52 mensais em 2024), custa R$ 3,9 bilhões aos governos federal, estaduais e municipais, sendo R$ 2,54 bilhões aos Estados, R$ 900 milhões a União e R$ 440 milhões aos municípios. Em 2022, 25,3 mil faziam parte desse grupo seleto, representando 0,23% dos servidores estatutários. Além de se caracterizar por privilégio indevido, pelo fato desses supersalários superar não somente o teto constitucional mas em muito a média salarial do serviço público e mais ainda em relação à renda média do trabalhador brasileiro, o montante de R$ 3,9 bilhões representa um valor considerável, por superar por exemplo o orçamento de 2023 de um órgão importante como o do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, de R$ 3,5 bilhões, mas principalmente ao se considerar o quadro fiscal fragilíssimo do Brasil nas esferas federal, estadual e municipal, com necessidade de fazer frente aos gastos essenciais crescentes, inclusive previdenciários, sem correspondência nas receitas públicas e com dívida pública crescente, no limiar de atingir limites catastróficos.

 Projeto de Lei que elimina os abusos está parado no Senado desde julho/2021

Toda essa gastança com superbenefícios à elite do serviço público teria um fim e permitiria enorme redução de gastos públicos caso o PLS 6726/2016 já aprovado na Câmara dos Deputados em 17.07.2021 tivesse sido aprovado também pelo Senado Federal, onde está parado. São tantos os benefícios pagos aos servidores que o referido PLS lista somente o que é permitido e impõe limites sobre aqueles permitidos, abordagem que é muito mais eficaz do que listar os benefícios que se procura eliminar ou limitar.

Shoji