sábado, 4 de julho de 2015

COMO OS JUÍZES GANHAM ACIMA DO TETO REMUNERATÓRIO DO SERVIDOR PÚBLICO

 

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A reportagem “Eles ganham 23 vezes mais do que você”, em 7 páginas, da revista Época nº 888, de 15.06.2015, mostra como os juízes estaduais e promotores ultrapassam o teto remuneratório constitucional dos funcionários públicos, que atualmente é de R$ 33.763, correspondente ao salário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Para ganhar acima do teto constitucional, os juízes e promotores estaduais recebem diversos auxílios, gratificações, verbas, ajudas de custo, que podem chegar ao total de 32, muitos dos quais não estão sujeitos ao limite do teto e nem à cobrança do Imposto de Renda (IR). Entre os auxílios destacam-se: moradia, alimentação, transporte, plano de saúde, adoção, creche, cursos, educação, doença, funeral, mudança, natalidade, livros e informática, etc.

Com isso, a média de rendimentos totais de juízes e desembargadores nos Estados chega a R$ 41.802 mensais e dos promotores e procuradores da justiça a R$ 40.853 mensais, que correspondem a 23 vezes o rendimento médio do trabalho no País, de R$ 1.817, conforme o a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE.

Na Europa é totalmente diferente

Enquanto isso, na Europa, conforme um levantamento do Conselho da Europa, de 2012, mostra que os juízes iniciantes de 26 países europeus recebiam somente 2,2 vezes a média salarial de seus países, contra 14 vezes no Brasil, e os salários dos membros da Corte Suprema equivaliam a 4,2 vezes o vencimento médio nacional.

Na Suécia, por exemplo, o juiz da Suprema Corte Göran Lambertz, por não ter direito a carro com motorista, pedala sua bicicleta 15 minutos até a estação de trem de Uppsala e enfrenta 40 minutos no vagão para chegar ao local do seu trabalho em Estocolmo. Na última instância judicial daquele país, Lambertz recebe € 10 mil mensais (R$ 33.700), porém, sem nenhum abono, auxílio-moradia ou alimentação, ou seja, o juiz da Suprema Corte sueca não mora ou paga a despesa de educação do filho à custa do dinheiro do contribuinte, pois considera-se que luxo pago com dinheiro do contribuinte é considerado imoral e antiético, como foi apurado em entrevista concedida para a elaboração do livro “Um país sem excelências e mordomias”, da jornalista brasileira Claudia Wallin, sobre a Suécia, onde nenhum dos 16 juízes da Suprema Corte do país tem secretário particular, só assistentes comuns ao colegiado.

Origem histórica dos privilégios?

A gama de benefícios é resquício de privilégios históricos. Nos primeiros anos do Brasil Colônia não havia Justiça organizada, e os donatários das Capitanias Hereditárias tinham jurisdição sobre suas terras. Em meados do século XVI, o rei de Portugal, Dom João III, estabeleceu um governo central e passou a nomear magistrados, formando uma classe fidalga cheia de privilégios, que defendia os interesses da Coroa. No Império, a Justiça continuaria a ser exercida por escolhidos do imperador. Com a Constituição Republicana de 1891, foram instituídas a vitaliciedade para juizes e a irredutibilidade de vencimentos. O historiador do Direito Cássio Schubsky acreditava que a origem fidalga explica os ganhos e benefícios especiais. Juizes e promotores se definem como "membros" de seu órgão; "servidores" são os demais funcionários. As leis mudaram, mas hábitos e práticas do passado ainda determinam o status social da classe jurídica.

Ônus aos cidadãos e contribuintes e situação crítica do quadro fiscal do Brasil

Em pleno século XXI, no alvorecer da sociedade do conhecimento e da informação maciça e instantânea, os cidadãos e os contribuintes não devem ser penalizados pelo pagamento desses benesses e privilégios.

Deve-se atentar ainda a difícil situação do cenário fiscal do País, tanto a curto prazo como em perspectiva de médio e longo prazos, na qual as despesas de custeio, inclusive as de previdência social assumem tendência de significativo crescimento.

Soji Soja

sábado, 13 de junho de 2015

JESSICA COX: UM EXEMPLO DE SUPERAÇÃO E O APOIO FUNDAMENTAL DOS PAIS

 

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Somos frequentemente dominados pela sensação de desânimo, de incapacidade de enfrentar as dificuldades do nosso cotidiano. Esse comportamento reflete essencialmente a nossa postura mental instável baseada no egoísmo, de esquecer o sentimento de gratidão e, ao contrário, ficar aspirando ou buscando mais e mais satisfazer os nossos anseios e desejos sem fim.

Para superar esses sentimentos negativistas, uma forma muito eficaz é refletir e inspirar-se em exemplos práticos de pessoas que, apesar de defrontar com sérias deficiências, inclusive físicas, conseguem enfrentar as dificuldades com muita determinação e alegria.

Nascida sem braços por conta de um defeito genético desconhecido, a norte-americana Jessica Cox entrou para a história da aviação como a primeira pessoa sem braços que conseguiu licença para pilotar avião esportivo usando somente os pés. Formada em psicologia aos 25 anos, Jessica trabalha com palestras motivacionais, nas quais o seu exemplo de superação é o maior incentivo para as pessoas vencerem os obstáculos da vida, demonstrando com isso que barreiras, inclusive de severas deficiências físicas, não devem constituir impedimento para se levar uma vida normal.

Desde a infância, Jessica aprendeu a usar os pés para realizar tarefas do dia a dia como escovar o cabelo, usar o computador, colocar lentes de contato, preparar uma refeição ou falar ao telefone. Também aprendeu a dirigir usando os pés e conseguiu uma carteira de motorista sem restrições, usando um carro comum, sem adaptações.

Dedicação fundamental dos pais

Deve-se, entretanto, não esquecer que a história vitoriosa da Jessica não seria possível se não tivesse havido o apoio fundamental dos pais, principalmente da mãe, que não se sentiram derrotados ou frustrados diante do defeito congênito nato da filha. Caso os pais fossem dominados pelo sentimento de frustração, revolta, desilusão, abandono, etc., ou seja, fossem dominados pelos sentimentos negativistas ou destrutivos, certamente, o destino da Jessica seria outro, que não a que conhecemos.

Soji Soja

sábado, 6 de junho de 2015

DEAN POTTER – O SEU SONHO DE VOAR EM COMPANHIA DO FIEL AMIGO WHISPER

 

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A revista Isto É, em sua edição nº 2373, de 27.05.2015, noticiou em 2 páginas a morte do norte-americano Dean Potter, no dia 16.05.2015, em trágico acidente ocorrido no Parque Nacional Yosemite nos EUA. Ele não é exatamente uma pessoa de grande fama mundial, mas se notabilizou por alguns feitos espetaculares em sua vida encerrada prematuramente aos 43 anos.

Destacou-se como um dos maiores praticantes de diversas modalidades de esportes radicais no Mundo, a começar por vários recordes alcançados em escaladas de montanhas como os famosos El Capitan no Parque Nacional Yosemite e o pico Fitz Roy na parte sul das Cordilheiras dos Andes.

Um dos seus maiores sonhos desde a infância era voar e conseguiu concretizar isso ao se tornar um dos pioneiros na modalidade de esporte radical conhecida como base jump, que consiste em saltar de grandes alturas, de penhascos, prédios, de aviões ou helicópteros, fazendo uso de uma roupa chamada wingsuit, que simula as asas de um morcego, para permitir um longo voo e concluir a descida com a ajuda de um paraquedas. Nesses voos, Dean Potter tinha na maioria das vezes a companhia do seu fiel cachorro Whisper, amarrado seguramente às suas costas. E foi justamente na modalidade de base jump que Dean Potter fez o último voo, sem a companhia do Whisper, em sua vida recheada de muitas aventuras e perigos superados pela sua tenaz coragem e perseverança.

Muitas pessoas consideradas normais questionam as manobras radicais de pessoas como Dean Potter que buscam feitos caracterizados como de elevada peliculosidade. Muitas vezes, pessoas como ele são consideradas malucas ou irresponsáveis, mas, na realidade, graças a pessoas dessa estirpe é que a humanidade tem conseguido galgar cada vez mais conhecimentos e façanhas ao longo da sua trajetória. Por exemplo, segundo a mitologia grega, Ícaro encontrou a morte na sua tentativa de voar com a ajuda de asas artificiais. Mas esse exemplo inspirou diversos inventores e pesquisadores ao longo da história, que culminou finalmente com o aprendizado da técnica de voar por meio de aeronaves. Feitos semelhantes se aplicam na exploração de áreas ou regiões inóspitas ou perigosas, como os rios mais caudalosos, os mares e oceanos mais distantes, as profundidades abissais dos oceanos, os cumes das montanhas mais altas, os desfiladeiros mais sinuosos, as cavernas mais profundas, as florestas mais densas, as vastas regiões desérticas ou os gélidos Pólos Norte e Sul.

Assim, agora, só temos a fazer uma justa homenagem póstuma a Dean Potter e também a outros menos conhecidos que encontraram o descanso eterno em busca de seus sonhos.

MUITO OBRIGADO PELOS SEUS GRANDES FEITOS!

Soji Soja

4º Festival do Japão de Brasília – 20 e 21 jun 2015

 

Está chegando o Festival do Japão de Brasília no Parque da Cidade nos próximos dias 20 e 21 de junho!  Maiores informações no link abaixo.

japan-fest-2015

http://www.festivaldojapaobsb.com.br/

Soji Soja