sábado, 25 de abril de 2020

ADEUS AO ALPINISTA SHERPA DAVID LAMA


Referências:
01- RIP David Lama, a young mountaineer talent. The Mountain Queen CREDITS Text: Wikipedia and our contents; Images and videos: Google Earth 3d, Pixabay.com02 -In Memory of David Lama(Career Highlight Reel) Justin Long03 - AXAMER LIZUM David Lama memorial
Os exímios alpinistas David Lama, Hansjörg Auer, austríacos, e Jess Roslelly,  norte-americano, pertencentes à elite mundial desse esporte, faleceram em 16.04.2019 surpreendidos por uma alavanche após alcançar o pico Howse nas Montanhas Rochosas no Canadá. 
A morte de David Lama representa um fato significativo marcante por ser ele filho de mãe austríaca e de pai, um guia nepalês de alpinismo, pertencente à etnia sherpa, que habita a parte mais montanhosa do Nepal, no alto do Himalaia. Os sherpas se tornaram mundialmente famosos por exercerem a função importante de apoiar as expedições de escalada das montanhas mais altas no mundo na extensa cordilheira do Himalaia.  Esse apoio dos sherpas é tão fundamental que os próprios alpinistas reconhecem que a escalada dos picos mais altos no Himalaia seria praticamente impossível sem a contribuição dos heróicos sherpas.   
Em função da influência familiar, desde a infância David Lama se dedicou ao alpinismo, tendo, por exemplo, em 2004, aos 14 anos, vencido a competição European Youth Cup. Entre outros grandes feitos reconhecidos mundialmente, Lama destacou-se pela primeira escalada livre da rota Compressor no Cerro Torre na cordilheira dos Andes.

O significado dos feitos de David Lama
Muitas pessoas consideradas normais questionam as expedições radicais de exploradores como David Lama que buscam feitos desafiadores de elevada periculosidade, para o exercício até ao limite da capacidade humana em superar as dificuldades. Muitas vezes, indivíduos como ele são considerados malucos ou irresponsáveis, mas, na realidade, graças a pessoas dessa estirpe é que a humanidade tem conseguido galgar cada vez mais conhecimentos e façanhas ao longo da sua história.   Por exemplo, segundo a mitologia grega, Ícaro encontrou a morte na sua tentativa de voar com a ajuda de asas artificiais.   Mas esse exemplo inspirou diversos inventores e pesquisadores ao longo da história, que culminou finalmente com o aprendizado do vôo por meio de aeronaves.  Feitos semelhantes se aplicam na exploração de áreas ou regiões inóspitas ou perigosas, como os rios mais caudalosos, os mares e oceanos mais distantes, as profundidades abissais dos oceanos, os cumes das montanhas mais altas, os desfiladeiros mais sinuosos, as cavernas mais profundas, as florestas mais densas, as vastas regiões desérticas ou os gélidos Ártico e Antártida.  
Assim, agora, só temos a fazer uma justa homenagem póstuma a David Lama e a seus companheiros e também a outros menos conhecidos que encontraram o descanso eterno em busca de seus sonhos.   
MUITO OBRIGADO PELOS SEUS GRANDES EXEMPLOS DE VIDA!
Shoji

sábado, 18 de abril de 2020

USO DE SACOLAS PLÁSTICAS NO RJ É REDUZIDO EM 39% EM 4 MESES EM 2019

Em 2050 os oceanos podem ter mais lixo plástico do que pescado 


REF.: Canal oficial da TV Brasil, a sua emissora de TV pública.
Assista também pela Web TV: http://tvbrasil.ebc.com.br/webtv



É auspiciosa a notícia de que o uso de sacolas plásticas nos supermercados do estado do Rio de Janeiro (RJ) reduziu-se em 39%, segundo a Associação de Supermercados do Estado do RJ, nos 4 meses após a aprovação da Lei nº 8.473, de 15.06.2019, que vedou a distribuição gratuita ou não de sacolas plásticas convencionais ou seja aquelas descartáveis, de alto impacto ambiental, compostos por polietilenos, polipropilenos e/ou similares. 
A mesma lei admite a distribuição de sacolas não-convencionais, com 51% de material de fontes renováveis devendo o percentual restante ser preferencialmente de material reciclado, mediante cobrança de preço máximo equivalente ao seu custo de produção, incluídos impostos. 

SITUAÇÃO VEXATÓRIA NO DISTRITO FEDERAL
A situação no DF, entretanto, é bastante diferente da dos Estados do RJ e SP, pois a vedação à distribuição gratuita de sacolas plásticas nos supermercados já foi tentada pelo menos por 3 leis, com resultado nulo. Inicialmente, a Lei do DF nº 4.218, de 08.10.2008, ou seja há quase 12 anos, vedou o uso de embalagens plásticas para entrega aos clientes de gêneros alimentícios pelos estabelecimentos comerciais e industriais do DF, com a fixação do prazo de 3 anos para a adequação à Lei pelos citados estabelecimentos comerciais e industriais.
Esse dispositivo legal foi ratificado pela Lei nº 4.765, de 22.02.2012, que determinou a substituição de embalagens do tipo sacola plástica e sacos plásticos pelos estabelecimentos comerciais e industriais e da administração pública direta e indireta no prazo de 1 ano.
Finalmente, a Lei do DF nº 6.322, de 10.07.2019, vedou a distribuição gratuita ou venda de sacolas plásticas no prazo de até 12 meses, confeccionadas à base de polietileno, propileno, polipropileno ou matérias-primas equivalentes, nos estabelecimentos comerciais do DF, devendo estes estimular o uso de sacolas reutilizáveis, assim consideradas aquelas que sejam confeccionadas com material resistente e que permitam o seu uso por várias vezes, admitindo-se a distribuição ou venda de sacolas do tipo biodegradável ou biocompostável. 

             Constata-se assim que, passados quase 12 anos do advento da Lei nº 4.218/2008,   praticamente nenhuma ação  efetiva foi tomada até agora no comércio  varejista do DF, haja vista que a maioria dos clientes continuam esbanjando no uso das sacolas plásticas que causam sério impacto ambiental, que, comumente, são jogadas nas vias e espaços públicos, e principalmente são acumuladas nos lixões ou muitas vezes acabam chegando aos cursos de águas e oceanos e aos pontos mais longínquos do planeta. A situação é tão grave que estudo, divulgado no Fórum Econômico Mundial de Davos em 2016, prevê que em 2050 os oceanos tenham mais lixo plástico do que pescados.
Shoji



sábado, 11 de abril de 2020

ALEGRIA DE VIDA: CORRER, CORRER, CORRER


Nativa mexicana destaca-se correndo e vencendo longas corridas vestindo saia tradicional e calçando sandálias    



Ref.01 Netflix LatinoaméricaLorena Ramírez de la comunidad rarámuri de México lleva una vida tradicional... excepto cuando se pone sus sandalias para competir en un ultra maratón.SUSCRÍBETE: https://bit.ly/2W85El8
Ref.02 mexicopuntocomLa corredora rarámuri Lorena Ramírez gana tercer lugar en la carrera de 102 kilómetros en un ultramaratón en España. ¡Orgullo mexicano!https://bit.ly/2l0qD8W

Em 29.04.2017, ao final da ultramaratona de 50 km Ultra Trail Cerro Rojo, em Puebla, no México, o público viu chegar em primeiro lugar, após 7 horas e 20 minutos de corrida,  a jovem, então com 22 anos, Maria Lorena Ramírez, sem nenhum gel, nem barras para a energia, nem óculos, sem colete de hidratação, sem calçar tênis, sem lycras e mangas de compressão, ou seja, sem os gadgets típicos dos corredores de ponta, mas vestindo uma longa saia tradicional, portando uma garrafinha de água, seu boné e um paliacate (lenço) no pescoço e calçando huaraches, sandálias com sola de pneu, típicas do seu povo, a comunidade nativa tarahumara ou rarámuri, que habita a região montanhosa do estado  de  Chihuahua, no México.
Em maio do mesmo ano de 2017, Lorena ganhou a Ultra Maratón de los Cañones de 100 km em Guachochi, Chihuahua, com o tempo de 12 horas e 44 minutos. Seu pai, Santiago Ramirez, também é corredor, tendo vencido a Ultramaratona Guachochi 3 vezes, bem como o seu irmão, Mario, que também compete em corridas de longa distância, e ainda tem uma outra irmã corredora.
Lorena não tem treinamento formal, pois no dia a dia dedica-se a cuidar do  gado da família (vacas e cabras), caminhando entre 10 a 15 km por dia nessa tarefa. Para se manter hidratados, os corredores tarahumara ou rarámuri consomem pinole, um pó de milho com água que faz parte da sua dieta básica. Por natureza, os rarámuri são os melhores corredores do México, e sua resistência física está gravada no próprio nome rarámuri, que significa “pés ligeiros” ou “corredores a pé”.
Ao contrário de seus irmãos homens, Lorena nunca foi à escola, de modo que não consegue falar o idioma dos chabochis (mestiços), ou seja o espanhol. Assim, quando supera a sua extrema timidez, se expressa em rarámuri, sua língua materna. 
Correndo pelas montanhas e rios, calçando sandálias e vestindo com orgulho suas roupas tradicionais, Lorena ensina a todos a nunca desistir e pretende continuar correndo enquanto tiver forças para isso. É um verdadeiro exemplo de vida!
 Shoji