Nativa mexicana destaca-se correndo e vencendo longas corridas vestindo
saia tradicional e calçando sandálias
Ref.01 Netflix LatinoaméricaLorena Ramírez de la comunidad rarámuri de México lleva una vida tradicional... excepto cuando se pone sus sandalias para competir en un ultra maratón.SUSCRÍBETE: https://bit.ly/2W85El8
Ref.02 mexicopuntocomLa corredora rarámuri Lorena Ramírez gana tercer lugar en la carrera de 102 kilómetros en un ultramaratón en España. ¡Orgullo mexicano!https://bit.ly/2l0qD8W
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Em 29.04.2017, ao
final da ultramaratona de 50 km Ultra Trail Cerro Rojo, em Puebla, no
México, o público viu chegar em primeiro lugar, após 7 horas e 20 minutos de
corrida, a jovem, então com 22 anos,
Maria Lorena Ramírez, sem nenhum gel, nem barras
para a energia, nem óculos, sem colete de hidratação, sem calçar tênis, sem
lycras e mangas de compressão, ou seja, sem os gadgets típicos dos corredores
de ponta, mas vestindo uma longa saia tradicional, portando uma garrafinha de
água, seu boné e um paliacate (lenço) no pescoço e calçando huaraches,
sandálias com sola de pneu, típicas do seu povo, a comunidade nativa tarahumara
ou rarámuri, que habita a região montanhosa do estado de Chihuahua,
no México.
Em maio do mesmo ano de 2017, Lorena ganhou a Ultra
Maratón de los Cañones de 100 km em Guachochi, Chihuahua, com o tempo de 12
horas e 44 minutos. Seu pai, Santiago Ramirez, também é corredor, tendo vencido
a Ultramaratona Guachochi 3 vezes, bem como o seu irmão, Mario, que também
compete em corridas de longa distância, e ainda tem uma outra irmã corredora.
Lorena não tem treinamento formal, pois no dia a dia
dedica-se a cuidar do gado da família (vacas
e cabras), caminhando entre 10 a 15 km por dia nessa tarefa. Para se manter hidratados, os corredores tarahumara
ou rarámuri consomem pinole, um pó de milho com água
que faz parte da sua dieta básica. Por natureza, os rarámuri são os
melhores corredores do México, e sua resistência física está gravada no próprio
nome rarámuri, que significa “pés ligeiros” ou “corredores a pé”.
Ao contrário de seus irmãos homens, Lorena nunca foi à
escola, de modo que não consegue falar o idioma dos chabochis (mestiços),
ou seja o espanhol. Assim, quando supera a sua extrema timidez, se expressa em rarámuri,
sua língua materna.
Correndo pelas montanhas e rios, calçando sandálias e vestindo
com orgulho suas roupas tradicionais, Lorena ensina a todos a nunca desistir e pretende
continuar correndo enquanto tiver forças para isso. É um verdadeiro exemplo de
vida!
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