sábado, 21 de setembro de 2019

REFÚGIO DOS GUARÁS NO DELTA DO PARNAÍBA


O vôo de liberdade dos guarás reflete a maravilha da Natureza!   




A Revoada dos Guarás é um dos fenômenos mais fantásticos do Delta do Parnaíba, no litoral nordestino, entre o Piauí e Maranhão, sendo o Delta do Parnaíba a região do Brasil que reúne a maior concentração de guarás. Este espetáculo pode ser apreciado toda tarde infalivelmente quando os guarás  retornam ao seu dormitório, uma ilhota no meio da água sem acesso terrestre, que os protegem de predadores e de outras ameaças.
Os guarás são aves encantadoras pela sua plumagem vermelha vivaz, que decorre do fato delas se alimentar de uma espécie de caranguejo que vive nos mangues.
Os filhotes nascem com a penugem marrom, que vai se tornando vermelho com o tempo devido à alimentação. Mas, se criado em cativeiro, a tendência é a penugem perder a cor vermelha intensa, ficando com uma tonalidade de cor de rosa esmaecida.
À medida que o sol vai se pondo, chegam mais aves, vindas de todo o Delta.  O espetáculo é silencioso, lento e belo. As aves se aproximam vagarosamente da ilhota como nuvens vermelhas, aninhando-se nas copas das árvores, dando a nítida impressão de estarem se transformando em flores rubras, em um espetáculo de rara beleza. Ao final, o conjunto dos guarás transmite a imagem do verde da ilhota estar salpicado de flores de um vermelho incandescente! 
Soji Soja

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

FINALMENTE AS SACOLAS PLÁSTICAS SERÃO VEDADAS NO VAREJO DO DISTRITO FEDERAL ?



Nova tentativa após o fracasso das 2 leis anteriores  



                A Lei do DF nº 6.322, de 10.07.2019, sancionada no dia seguinte pelo governador do DF Ibaneis Rocha, veda a distribuição gratuita ou venda de sacolas plásticas no prazo de até 12 meses, confeccionadas à base de polietileno, propileno, polipropileno ou matérias-primas equivalentes, para o acondicionamento e transporte de mercadorias adquiridas em estabelecimentos comerciais do Distrito Federal, devendo estes estimular o uso de sacolas reutilizáveis, assim consideradas aquelas que sejam confeccionadas com material resistente e que permitam o seu uso por várias vezes. Como alternativa, permite-se a distribuição ou venda de sacolas do tipo biodegradável ou biocompostável. 
Apesar do mérito da nova lei, deve-se lembrar que a vedação à distribuição gratuita de sacolas plásticas nos supermercados já foi tentada pelo menos por 2 leis anteriores no DF. 
                A Lei do DF nº 4.218, de 08.10.2008, vedou o uso de embalagens plásticas para entrega aos clientes de gêneros alimentícios pelos estabelecimentos comerciais e industriais do DF, com a fixação do prazo de 3 anos para a adequação à Lei pelos citados estabelecimentos comerciais e industriais.
           Disposição semelhante foi ratificada pela Lei nº 4.765, de 22.02.2012, que determinou a substituição de embalagens do tipo sacola plástica e sacos plásticos pelos estabelecimentos comerciais e industriais e da administração pública direta e indireta no prazo de 1 ano.
           Passados quase 11 anos do advento da Lei nº 4.218/2008, verifica-se que  praticamente nenhuma ação  efetiva foi tomada até agora no comércio  varejista do DF, haja vista que a maioria dos clientes continuam esbanjando no uso dessas sacolas plásticas que causam sério impacto ambiental, que, comumente, são jogadas nas ruas e espaços públicos, e principalmente são acumuladas nos lixões ou muitas vezes acabam chegando aos cursos de águas e oceanos e aos pontos mais longínquos do planeta. 
                Enquanto isso, ações exemplares têm sido tomadas em vários países do mundo, vários dos quais vedam totalmente a distribuição gratuita de sacolas plásticas nos supermercados, e mesmo no Brasil, em cidades como São Paulo e Belo Horizonte.
         Questiona-se assim as providências que o Governo do Distrito Federal (GDF), com a colaboração de todas as pessoas e agentes da sociedade civil, já deveriam estar tomando, para evitar que a nova bem intencionada Lei nº 6.322/2019  se transforme nas chamadas leis que “não pegam”, ou seja, acabam virando letra morta,  com sério prejuízo à população. E isso seria lamentável considerando principalmente que o DF é a unidade da federação com maior renda per capita e com o maior orçamento per capita do País, apresentando, assim, excelentes condições para implementar essa medida e situar-se na vanguarda entre as unidades federativas do Brasil.              
Soji Soja   



sábado, 11 de maio de 2019

PATINETE ELÉTRICO É SOLUÇÃO LIMPA PARA A MOBILIDADE URBANA


Os patinetes elétricos podem ajudar a humanizar o caótico trânsito urbano




Passeando por Telaviv, a cidade mais cosmopolita de Israel, em abril de 2019,  chamou-me atenção a grande quantidade de pessoas usando patinetes elétricos não somente para lazer mas principalmente como meio de locomoção, aparentemente com bastante tranquilidade e em harmonia com o tumultuado trânsito típico de qualquer cidade moderna do mundo. O patinete se destaca por permitir ao usuário deslocar de forma ágil, silenciosa e sem  causar poluição. Ele é de fácil utilização, cômodo, muito mais fácil do que a bicicleta, o que permite escapar do caos normal do trânsito. 

Ou seja, o patinete se enquadra na micromobilidade, uma categoria de veículo levíssimo, elétrico e usados para pequenos deslocamentos, ideal para distâncias longas e cansativas para ser feito a pé e muito curtas para se ter o trabalho de tirar o carro ou mesmo a motocicleta da garagem.   
Embora seja recomendado para distâncias curtas, por alcançar velocidade de até 20 km/h, permite-se fazer deslocamentos de até 30 km com uma carga de bateria, o que é uma distância considerável no meio urbano.

Para o uso mais seguro desses patinetes, várias questões devem ser resolvidas, como:  (i) segurança dos usuários e não usuários; (ii) áreas em que podem ser usadas; (iii) locais de estacionamento ou devolução desses patinetes, aspecto muito importante para a viabilização dos serviços de aluguel e compartilhamento de patinetes. 

Explosão dos serviços de aluguel ou compartilhamento
Em várias cidades do mundo e também no Brasil já há sistema de aluguel ou de compartilhamento de patinetes elétricos, mediante uso de aplicativo em celulares para permitir o destravamento do equipamento e o seu uso. Normalmente, cobra-se pelo destravamento inicial do patinete e pelo tempo de uso do equipamento, e não pela distância percorrida, devendo a retirada e a devolução ser feita em locais indicados pelo aplicativo.  Para ser mais conveniente ao usuário, a tendência é a de permitir a devolução em qualquer local, desde que não atrapalhe o trânsito ou os pedestres, como já ocorre em várias cidades dos EUA. 
Os patinetes são rastreados pelo GPS em tempo real e são recolhidos todas as noites por funcionários da empresa para que sejam recarregados, sendo o gasto de energia de cada equipamento equivalente ao necessário para carregar um computador pessoal.  

A regulamentação deve ser pragmática e flexível para atender tanto ao usuário como ao não usuário
A regulamentação do uso do patinete elétrico será muito importante para atender aos interesses dos usuários e os não-usuários, mas isso deve ser feito sem pressa, com muita paciência, após avaliar o seu uso prático e todas as suas implicações, observando-se ainda as experiências de outas localidades não só do País como do exterior. 
Por exemplo, em cidades como São Paulo, a tendência é a de restringir a sua circulação em calçadas, permitindo-se somente em ciclovias e ciclofaixas. Em algumas outras cidades, permite-se circular nas calçadas na ausência de ciclovias ou ciclofaixas. Segundo as normas do Conselho Nacional do Trânsito (Contran), a velocidade máxima do patinete elétrico é de 20 km/h nas ciclovias e ciclofaixas e de 6 km/h nas calçadas. 

Serviços da Grin em Brasília-DF
A partir do dia 20.03.2019, estão disponíveis no DF os patinetes elétricos da Grin – start-up presente em mais de 15 cidades da América Latina, podendo esses veículos  transitar em ciclovias e ciclofaixas, até o limite de 20 km/h e, se necessário, nas calçadas, com limite de 6 km/h.
O serviço funciona por meio do aplicativo, disponível na App Store e Google Play e através dele, o usuário se cadastra, encontra e desbloqueia o patinete mais próximo.
O custo é de R$ 3 para o desbloqueio e o 1º minuto de uso. Depois disso, cada minuto adicional custa R$ 0,50. Os 10 minutos do 1º passeio são gratuitos e o horário de funcionamento é das 6h às 22h.
O app informa a localização das Estações Grin, pontos da cidade nos quais é possível encontrar e estacionar os patinetes, que são monitorados em tempo real e recolhidos todas as noites pela empresa para serem recarregados.
Soji Soja

sábado, 30 de março de 2019

JOVENS EM DEFESA DO PLANETA


Menina ativista de 16 anos lidera movimento mundial contra o aquecimento global  


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Em 20.08.2018, Greta Thunberg, uma adolescente estudante sueca de 16 anos, decidiu não frequentar a escola até as eleições gerais de 2018 na Suécia, marcadas para 9 de setembro, depois da ocorrência de ondas de calor e incêndios em seu país. Seus pedidos foram direcionados ao governo sueco para a redução das emissões de carbono, em cumprimento ao Acordo de Paris. Para marcar o protesto, ela sentou do lado de fora do Parlamento sueco todos os dias, durante o horário escolar com o sinal de escola em  greve pela defesa do clima.
Após as eleições gerais, ela continuou a greve todas as sextas-feiras, ganhando inusitada atenção mundial. Protestos semelhantes foram organizados em outros países, como Holanda, Alemanha,  Finlândia e  Dinamarca.
O impacto da ação da Greta é mais significativo ainda pelo fato dela sofrer da síndrome de Asperger, uma espécie de autismo, que é uma perturbação que afeta as capacidades de comunicação e de relacionamento social, e por ela ter sofrido uma crise de depressão aos 11 anos. 
Na maior e mais recente mostra da força da sua campanha, em 15.03.2019, sexta-feira, uma massa de jovens convocada pelas redes sociais marchou em 1769 cidades de 112 países para cobrar das autoridades maior atenção ao problema climático.
A força da influência de Greta nas questões climáticas levou ela a discursar na Conferência do Clima da ONU em dezembro/2018 na Polônia e em janeiro/2019 fez uma apresentação no Fórum Econômico Mundial de Davos na Suíça perante uma plateia atenta constituída dos mais altos executivos e autoridades políticas e econômicas do mundo.

Ativismo juvenil pelo futuro do Planeta
A atuação da Greta está inspirando uma geração de jovens líderes ambientalistas, preocupadas com o próprio futuro ao redor do mundo.   E isso é muito significativo pelo fato desse movimento ser capitaneado não por velhas lideranças, mas sim por jovens e adolescentes, que são aqueles que, juntamente com as futuras gerações, serão os mais afetados pelo desequilíbrio ambiental que tem se tornado cada vez mais presente e visível em todo o mundo.
Soji Soja