O pássaro que inspirou a icônica personagem do desenho animado foi considerado oficialmente extinto nos EUA
O pica-pau-bico-de-marfim,
espécie com penas vermelhas na cabeça que inspirou a criação do popular desenho
animado Pica-Pau na
década de 1940, foi declarado em 29.09.2021 oficialmente extinto pelo Serviço
de Peixes e Vida Selvagem dos EUA. O pica-pau-bico-de-marfim (Ivory-billed
woodpecker) era o maior pica-pau dos EUA e
uma de suas aves mais renomadas, tendo sido visto oficialmente pela última vez em
1944 em uma floresta conhecida como Singer Tract, no nordeste da Louisiana. Nos
últimos 77 anos, sua existência foi objeto de um intenso debate, mas nenhum
novo avistamento foi comprovado oficialmente.
a) Espécie que inspirou desenho Pica-Pau é declarada extinta
30 de set. de 2021 Record
News
b) Pica-pau-bico-de-marfim será declarado
extinto na natureza 30 de set. de 2021 Band
Jornalismo
c) EUA anunciam a extinção de espécie de Pica
Pau 1 de out. de 2021 TV
Cultura
A Lei das Espécies Ameaçadas
não foi suficiente para evitar a sua extinção
Após o esgotamento
dos esforços de cientistas para encontrar as espécies ameaçadas, o famoso pica-pau
faz parte de 23 espécies consideradas extintas, sendo 11 aves, 8 mexilhões de
água doce, 2 peixes, 1 morcego e uma planta. Segundo esses especialistas, cada uma dessas
23 espécies representa uma perda permanente da herança natural não só nos EUA
como para biodiversidade global, além disso a mudança climática, somada a
outras pressões, pode tornar tais desaparecimentos ainda mais comuns. Isso representa
um lembrete desalentador de que a sua extinção seja uma consequência da mudança
ambiental causada pelos seres humanos.
A Lei de
Espécies Ameaçadas foi aprovada nos EUA em 1973 e, desde então, 54
espécies no país tiveram sua população recuperada e foram retiradas da lista de
ameaçadas, outras 48 melhoraram o suficiente para deixar de serem consideradas
ameaçadas de extinção, mas 11 espécies tinham sido declaradas extintas.
Com
as mudanças climáticas e a perda de áreas e habitats naturais prejudicando
as condições de sobrevivência das espécies animais, fica evidente a necessidade
de conduzir mais esforços proativos, colaborativos e inovadores para salvar a
vida selvagem não somente nos EUA como também em todo o mundo. A lei americana das
espécies ameaçadas tem sido eficaz para evitar a extinção de muitas espécies e
também inspirou ações para conservar as espécies ameaçadas e seu habitat antes
que fossem classificadas como em perigo ou ameaçadas, mas muito mais tem que
ser feito para evitar que a extinção de novas espécies tornem se mais
frequentes.
O Brasil pouco se empenha para a sustentabilidade ambiental
No Brasil, a
agressão ao meio ambiente continua sendo um fato cotidiano como o desmatamento
da maior cobertura florestal do mundo, na Amazônia, das riquíssimas mas cada vez menos extensas áreas do cerrado,
do Pantanal, e ainda do que resta da Mata Atlântica, acompanhado de queimadas e outras agressões como os garimpos irregulares
que acarretam perda da biodiversidade e colocam em risco de extinção as diversas
espécies vegetais, cujos valores científicos e econômicos ainda são desconhecidos,
bem como de diversas espécies animais, e ainda ameaçam os habitats e o
patrimônio cultural dos habitantes primitivos do Brasil.
Além disso, o
Brasil está atrasado em temas como a melhoria das condições de saneamento básico
da população e maior empenho na gestão adequada dos resíduos sólidos (lixo) e
no combate à epidêmica poluição plástica.
A deplorável
extinção de espécies animais e vegetais mostra que a prática da sustentabilidade ambiental
deve-se basear em alternativas ecologicamente corretas, economicamente viáveis,
socialmente justas e culturalmente diversas, de modo que ser sustentável é
respeitar o meio ambiente, suprindo as necessidades da atual geração, sem,
entretanto, comprometer o sustento das futuras gerações. Ou seja, devemos estar
sempre conscientes que o espaço deste Planeta é finito, de modo que seus recursos
naturais não são inesgotáveis, ao contrário, são limitados e devem ser usados levando
em conta a viabilidade futura da humanidade.
Shoji