Acordo histórico aprovado pela ONU defronta o desafio de desarmar e afastar definitivamente o Hamas
Em 08.10.2025, foi assinado o plano de cessar fogo
entre Israel e o grupo terrorista Hamas, conflito que já durava 2 anos. Esse
plano consistia de 20 principais pontos, determinando o cessar-fogo imediato,
seguido da devolução dos reféns e da libertação de prisioneiros palestinos.
Previa ainda que Gaza seja totalmente desmilitarizada e livre de estruturas
terroristas, com supervisão internacional para impedir a reconstrução de túneis
e fábricas de armas. A região passaria por um processo de reconstrução financiado
por ajuda humanitária e investimentos externos, com a criação de uma zona
econômica especial e incentivos para gerar empregos e oportunidades.
No campo político, o documento estabelecia que Gaza
será administrada temporariamente por um comitê tecnocrático palestino, sem
participação do Hamas, sob supervisão do “Conselho da Paz”, presidido pelo
presidente americano Trump. Esse órgão terá a tarefa de organizar a transição
até que a Autoridade Palestina esteja reformada e apta a reassumir o controle
da região. Também está prevista a criação de uma Força de Segurança
Internacional (FSI) para apoiar a segurança local e treinar policiais
palestinos, ao lado de Israel e Egito, garantindo o bloqueio de armas e o fluxo
seguro de ajuda humanitária.
Aprovação do plano pelo Conselho de
Segurança da ONU
Esse plano de paz dos EUA de 20 pontos principais
foi formalmente aprovado em decisão histórica do Conselho de Segurança da ONU
em 17.11.2025 com 13 votos favoráveis e abstenções da China e Rússia, ou seja,
sem nenhum veto dos 5 membros permanentes do Conselho de Segurança, o que
inviabilizaria a sua aprovação. A aprovação dessa resolução pela ONU é muito
importante por assegurar o necessário respaldo internacional, principalmente
dos países muçulmanos da região como Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia
Saudita, Turquia e Jordânia, para a implementação do plano de paz e posterior
recuperação de Gaza.
Entre os principais pontos, a resolução autoriza a
instalação da Força de Segurança Internacional (FSI) até dezembro de 2027, com
a missão de proteger civis, garantir a segurança das fronteiras com Israel e
Egito, manter abertos os corredores humanitários e treinar uma nova força
policial palestina. A FSI será encarregada de fazer cumprir a lei, e não como
um contingente tradicional de manutenção da paz, figura essa que até agora teve
pouca efetividade na história da ONU. O mandato inclui a obrigação de supervisionar
o processo de desmilitarização de Gaza, o desmantelamento da infraestrutura
utilizada por grupos armados e o confisco de arsenais ilegais, o que resultará
na real eliminação de grupos terroristas como o Hamas.
O Conselho de Paz atuará na coordenação
administrativa do enclave enquanto se realiza a reforma interna da Autoridade
Palestina para torná-la um órgão realmente capaz de administrar Gaza, e será
presidido por Donald Trump.
Está previsto ainda a criação de um fundo fiduciário
apoiado pelo Banco Mundial para respaldar a reconstrução do território.
Apesar da aprovação da resolução da ONU e do
respaldo internacional, para que o plano venha a ser efetivamente implementado
é necessário o total desarmamento e imediato do Hamas e de outros grupos
terroristas com a destruição da sua infraestrutura terrorista e ofensiva
incluindo túneis e meios de produção de armas bem como o afastamento do Hamas e
de outros grupos terroristas de qualquer função na gestão sobre Gaza.
O sucesso na implantação do acordo de paz e a
definitiva resolução dos palestinos no sentido do convívio pacífico com Israel
podem abrir novas perspectivas para a reconstrução de Gaza e de prosperidade
para o seu povo que terão reflexos positivos inclusive sobre todo o Oriente
Médio.
Shoji
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