sábado, 4 de dezembro de 2021

PESCA COMERCIAL PREDATÓRIA

 Pesca predatória ameaça a capacidade de reposição do ecossistema marinho  

Os oceanos e mares sempre foram extremamente importantes para a humanidade, principalmente em razão da atividade pesqueira, que é para muitos países uma das principais fontes de renda, de alimentação de proteína animal, bem como na geração de emprego para parcela substancial da sua população.

Nas últimas décadas, para elevar a produtividade da atividade pesqueira, os países mais dedicados à pesca comercial passaram a investir em tecnologias cada vez mais avançadas, com embarcações de porte sofisticadas munidas de câmara fria para armazenamento, radares para identificação de cardumes, sistema de posicionamento global (GPS), além de moderno sistema de industrialização do pescado.

 

a) Greenpeace - Pesca de arrasto de profundidade 17 de fev. de 2010 mcrost01

b) Pesca de arrastre: impacto sobre el medio ambiente -G5 6 de mar. de 2017 Lunes Verde en Red

Risco da sobrepesca e pesca predatória

Entretanto, a alta demanda por produtos pesqueiros e a elevação tecnológica dos meios de captura têm levado a atividade pesqueira a ser executada de forma desenfreada,   excessiva e até insustentável, caracterizando-se a insustentabilidade e a sobrepesca, quando se pesca acima da capacidade populacional desses ecossistemas de se reproduzir e desenvolver, ou seja, não dando às espécies aquáticas a oportunidade de se reproduzir em ritmo adequado, o que no futuro previsível, reduzirá o nível ótimo de pesca.

Enfim, a  sobrepesca é considerada uma ameaça para a biodiversidade marinha e assume uma postura devastadora sobre os ecossistemas aquáticos, por não levar em conta a capacidade de reposição das espécies exploradas. 

 Como ocorre a pesca predatória

As más práticas da atividade pesqueira é uma das causas de destruição ao ambiente marinho, como a pescaria com redes de arrastão, segundo a qual as redes são jogadas até o fundo do mar para a captura das espécies comerciais, mas nessa prática comumente são trazidas também espécies de pequeno tamanho não adequado para comercialização bem como outras espécies sem valor comercial, como os golfinhostartarugastubarõescoraisalgas e até baleias, sendo que a maioria dessas espécies são devolvidas ao mar sem vida, causando prejuízos incalculáveis à vida marinha.

 Efeitos da pesca predatória

esforço de pesca excessiva começou a virar um problema entre 1950 e 1989, com o desenvolvimento de equipamentos e a introdução de técnicas que permitiram uma melhor eficiência na pesca comercial. A captura excessiva tem resultado já no desaparecimento de algumas espécies de peixes bem como à redução nos estoques de pescados. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), 77% das espécies com valor comercial estão afetadas a um maior ou menor grau de excesso de pesca (8% levemente, 17% em sobre exploração e 52% em sobre-exploração máxima).

 A sustentabilidade do ecossistema oceânico

Apesar da enorme pressão do mercado global por proteína marinha, que estimula a pesca comercial de escala industrial, a captura das espécies oceânicas só é renovável se for explorada com manejo ecossistêmico, ou seja, respeitando-se a capacidade de manutenção dos estoques, evitando a pesca em períodos de reprodução e desenvolvimento juvenil, bem como não utilizando formas agressivas ao meio ambiente marinho como a rede de arrastão.

A prática da sustentabilidade ambiental deve-se basear em alternativas ecologicamente corretas, economicamente viáveis, socialmente justas e culturalmente diversas, de modo que ser sustentável é respeitar o meio ambiente, suprindo as necessidades da atual geração, sem, entretanto, comprometer o sustento das futuras gerações. Ou seja, devemos estar sempre conscientes que o espaço deste Planeta é finito, de modo que seus recursos naturais não são inesgotáveis, ao contrário, são limitados e devem ser usados levando em conta a viabilidade futura da humanidade.

Shoji